Matosinhos

Utentes transferidos do Lar do Comércio tiveram testes negativos à covid-19

Utentes transferidos do Lar do Comércio tiveram testes negativos à covid-19

Os utentes transferidos do Lar do Comércio, em Matosinhos, para o Centro de Neurointervenção da Cruz Vermelha, em Vila Nova de Gaia, testaram negativo à covid-19, depois de repetirem os testes, anunciou esta sexta-feira à Lusa fonte da direção.

Segundo a fonte, dos 28 utentes, 27 testaram negativo e um deu inconclusivo.

Estes foram deslocados para esta instituição na semana passada não por estarem infetados, mas por serem dependentes e o Lar do Comércio não ter os recursos humanos para lhes assegurar os cuidados adequados.

No início desta semana, a Câmara Municipal de Matosinhos revelou que 19 dos 20 utentes do lar levados para o Hospital Militar do Porto, que haviam testado negativo para a covid-19, estão, depois da realização de novos testes, infetados.

À semelhança daqueles acomodados em Vila Nova de Gaia, estes foram transferidos para o Hospital Militar não por estarem infetados, mas por serem dependentes.

Contudo, à chegada, a unidade hospitalar repetiu os testes, tendo 19 deles dado positivo.

Estes 48 utentes transferidos, divididos por estas duas instituições, fazem parte de um grupo de 59, 11 dos quais deram positivo e foram colocados no Centro de Apoio Comunitário de Matosinhos até recuperarem.

Os utentes que se mantêm no Lar do Comércio foram, igualmente, testados de novo, tendo 94 dado negativo e um deles inconclusivo.

Fonte da instituição contou ainda à Lusa que a descontaminação levada a cabo pelo Exército Português, que começou domingo, ficou esta sexta-feira concluída.

Desta forma, os utentes deslocados poderão regressar na próxima semana, adiantou.

O Ministério Público (MP) instaurou um inquérito à atuação do lar, revelou a Procuradoria-Geral da República (PGR).

Também um familiar de uma utente, que morreu com covid-19, apresentou queixa contra a instituição pela alegada prática de vários crimes e requereu, ainda, a suspensão de funções dos órgãos sociais.

Na queixa, a que a agência Lusa teve acesso, José Neves pede ao MP o apuramento de factos que, da conduta da instituição e dos membros dos seus corpos gerentes e funcionários, "possam consubstanciar a eventual prática de qualquer crime, designadamente, de homicídio, propagação de doença, ofensas à integridade física, omissão de auxílio, entre outros, procedendo-se à respetiva abertura de inquérito para esse fim".

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