Resgate da concessão

Águas de Paredes critica precipitação da Câmara

Águas de Paredes critica precipitação da Câmara

A Be Water - Águas de Paredes "acredita ser precipitado todo o processo" de resgate e criação dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) por parte da Câmara Municipal de Paredes.

"A providência cautelar ainda não está definitivamente decidida, uma vez que foi interposto recurso para o Tribunal Central Administrativo Norte que ainda não se pronunciou sobre o caso", salienta a Be Water, em resposta à decisão de criação dos SMAS assumida em reunião de executivo, altura em que o presidente da Autarquia, Alexandre Almeida, adiantou que já está a decorrer, com a empresa concessionária, a negociação para a passagem dos serviços, desde pessoal e equipamentos, para que os serviços municipalizados arranquem em janeiro de 2022, como previsto. E que em tribunal só seria decidido o valor final do resgate.

Mas a concessionária frisa que "não é verdade que esteja apenas em causa o montante da indemnização a pagar pelo resgate, uma vez que a própria legalidade da decisão de resgatar a concessão está posta em causa" e que "a primeira questão que vai ser tratada pelo tribunal, na ação principal, é precisamente a da ilegalidade da decisão de resgate e não a do montante da indemnização".

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Dizendo esperar que a concessão se mantenha, e apelando novamente à autarquia para "repensar os próximos passos", a Be Water realça que está em causa "um serviço essencial para a população" e que vai continuar a assegurar, "enquanto decorre o processo", "a qualidade do serviço, o bem-estar dos utilizadores, e a proteção de todos os colaboradores".

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