Polémica

Autarca de Paredes critica PSD por abandonar discussão sobre resgate de água

Autarca de Paredes critica PSD por abandonar discussão sobre resgate de água

O resgate de concessão da água de Paredes foi aprovado em reunião de Assembleia Municipal, esta segunda-feira, mas continua a gerar polémica. O presidente da Câmara, Alexandre Almeida, considerou que o abandono do PSD da reunião se tratou de "estratégia previamente orquestrada".

Em causa está um pedido feito à Autarquia pelo PSD para que fosse disponibilizada toda a documentação relativa ao resgate e "fazer um escrutínio sério ao estado do cumprimento do contrato de concessão". Por sua vez, o autarca Alexandre Almeida refere ter fornecido todos os elementos solicitados, desde o contrato de concessão, o aditamento, a resposta da Be Water (empresa concessionária) e os estudos realizados.

Só o parecer da ERSAR (Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos), explica, ainda não foi disponilizado porque a entidade ainda não o emitiu.

O resgate, que implicará, de acordo com a Autarquia, o pagamento de uma indemnização à Be Water de 22,5 milhões de euros, foi já rejeitado pela empresa, que garantiu ao JN avançar para tribunal.

O PSD afirma ter-se retirado por considerar "arrogante e prepotente" a forma com que a maioria socialista da Câmara de Paredes está a gerir o resgate da concessão de água. Por sua vez, relembra a Autarquia, a 15 de setembro, em reunião de Executivo, o tema já tinha sido levado a votos e aprovado com o apoio do PS. O PSD votou contra.

A autorização do resgate foi levada esta segunda-feira a Assembleia Municipal e foi aprovada com os votos do PS e da CDU. A Câmara salienta o apoio do presidente da Junta de Louredo, eleito pelo PSD, cujo partido se retirou da reunião sem participar na votação, afirma a Autarquia.

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O autarca Alexandre Almeida considera a atitude do partido como de desprezo total por quem os elegeu", bem como uma "estratégia previamente orquestrada" e acusa o PSD de "estar já em campanha eleitoral".

Alexandre Almeida recorda também "que foi realizada uma assembleia extraordinária a 13 de outubro, a pedido do PSD, para discussão do resgate, onde foram ouvidos e discutidos os seus argumentos". "A maioria não concordou com os argumentos do PSD e votou contra a proposta que apresentaram. Ninguém abandonou essa Assembleia. É assim que funciona em democracia ", afirma o autarca.

Na última reunião de Executivo, a 21 de dezembro, o PSD tinha pedido um adiamento do debate e mais documentação para votar o ponto, mas o pedido não foi aceite.

"O que mais entristece é a atitude de alguns presidentes de junta, que sabem das necessidades urgentes da sua população em termos de água e saneamento e, mesmo assim, prestam-se a este tipo de comportamento de abandonarem a Assembleia cedendo a uma estratégia política deliberada e sem qualquer sustentação", critica Alexandre Almeida.

Dentro de um ano, a Câmara prevê ter constituídos os serviços municipalizados e assumirá o fornecimento e gestão da água e saneamento no concelho. De acordo com o autarca, estará garantida a passagem de funcionários e de todos os equipamentos da concessionária para os serviços da Autarquia.

Além de ter sido aprovada a autorização do direito de resgate da concessão de exploração e gestão dos sistemas de abastecimento de água e saneamento de Paredes, foi também deliberada a criação dos serviços municipalizados de águas de saneamento de Paredes, designados por "SMAS Paredes."

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