Paredes

Concessionária retomou construção de ramais de água e saneamento

Concessionária retomou construção de ramais de água e saneamento

Processo estava parado desde maio por falta de pagamento da Autarquia. Câmara fala em provocação e diz que já está feito protocolo.

Desde o mês de maio que não estavam a ser feitos ramais de água e saneamento no concelho de Paredes, prejudicando particulares e empresas, devido a um diferendo entre a concessionária Be Water - Águas de Paredes e a Câmara Municipal.

A empresa diz que a dívida em ramais é de 600 mil euros e que já tinha avisado a Autarquia que não construiria mais nenhum enquanto não houvesse pagamento. Mas, mudou a postura. "Reiniciamos a construção de ramais pois entendemos que não podemos lesar a população e andar nestas derivas a aguardar decisões políticas", sustenta o administrador, Alberto Carvalho Neto. Recorde-se que a Autarquia iniciou um processo de resgate e criação de serviços municipalizados, no final de 2020, que ainda não se concretizou.

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A concessionária sustenta que a Câmara de Paredes é responsável pela construção dos ramais desde que iniciou processo de resgate, estando a dívida nos 600 mil euros. "Tínhamos dito que abril era o último mês em que íamos ajudar com a construção e a partir daí teria de ser a câmara. Que não iríamos continuar a financiar o Município", refere o CEO.

Mas, já havia muitos ramais pendentes e reclamações. "Temos 71 ramais pendentes, o que corresponde a cerca de 40 mil euros. Solicitei à equipa para manter o foco na qualidade de serviço, visto a Câmara não estar a cumprir com o acordado nas reuniões", acrescenta, dizendo que retomaram a construção, para não prejudicar a população, continuando as negociações para um protocolo.

O presidente da Câmara confirma que foi requerido à Autarquia que, a partir do mês de abril, começasse a ser feito o pagamento mensal dos ramais realizados. "Para isso era preciso um protocolo. Falta eles concordarem com os termos para assinarmos", aponta, referindo que o valor que está para trás será pago aquando da concretização do resgate.

"Os valores que deram entrada em abril serão pagos mediante fatura", garante, acusando a concessionária de adotar esta postura para "chatear" e provocar o Município. "Estávamos de pés e mão atados porque não podíamos ser nós a fazer. O que está combinado agora é que eles fazem e emitem fatura e nós pagamos", frisa.

Resgate em outubro

Depois de o Tribunal de Contas ter chumbado o empréstimo de 21 milhões de euros pedido pela Autarquia para pagar o resgate, o presidente da Câmara requereu uma alteração legislativa no âmbito do Orçamento de Estado para 2022 para poder recorrer à prerrogativa que permite fazer o resgate de concessões sem recorrer ao limite de endividamento municipal. A medida foi aprovada. Alexandre Almeida diz que aguarda a publicação do Orçamento de Estado para fazer consulta à banca e levar novo empréstimo à Assembleia Municipal e ao Tribunal de Contas. Isso empurra o resgate para outubro.

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