Dívidas

Contas de Paredes aprovadas com votos contra do PSD

Contas de Paredes aprovadas com votos contra do PSD

Foi aprovado, nesta terça-feira, em reunião do Executivo, o relatório de gestão de 2021 da Câmara de Paredes, com os votos contra dos vereadores do PSD. O chumbo de empréstimo para resgate pelo Tribunal de Contas também foi debatido.

Os eleitos da oposição alegaram que o documento mostrou um aumento da receita com a carga fiscal, um aumento dos gastos com pessoal de 11,3% e demonstra ainda uma redução de dívida "residual". "Podíamos ter feito mais e ir mais longe", defendeu Ricardo Sousa.

O presidente da Autarquia garantiu que o relatório apresenta uma "gestão rigorosa, eficiente e eficaz dos dinheiros públicos". "Num contexto em que o Imposto Municipal sobre Imóveis baixou de 0,4% para o mínimo (0,3%), só em 2021 perdemos de receita de IMI 600 mil euros, ao contrário do que disse", sustentou o edil, apontando o grande esforço de contenção, com uma redução do passivo, apesar de já estar acomodado no documento um empréstimo de 21 milhões de euros para pagar o resgate da concessão de água e saneamento.

O PSD questionou como estava esse processo, já que o Tribunal de Contas chumbou esse empréstimo.

Alexandre Almeida diz que está para breve a decisão do recurso interposto pela Câmara. Acrescentou ainda que, caso não consigam o visto com este financiamento, que recorria a uma prorrogativa do orçamento de Estado, avançarão com outro empréstimo, desta vez recorrendo à capacidade de endividamento do Município.

"A única coisa que isso poderá fazer é atrasar o processo", explicou. Se o parecer for desta vez positivo, o autarca acredita que os serviços municipalizados de água e saneamento poderão começar a funcionar em junho. Caso não seja, só lá para outubro, antevê. Promete ainda reclamar junto do Governo mais fundos comunitários para saneamento.

Poluição no rio Ferreira

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Questionado sobre o problema de poluição que continua a ser causado pela ETAR de Arreigada no rio Ferreira, Alexandre Almeida afirmou que está em estudo a ligação a um emissário da SIMDOURO, caso o equipamento não funcione a 100%. O autarca alegou ainda que não pode ser a Câmara de Paredes a responsável por pagar essa fatura, já que as águas tratadas são do concelho de Paços de Ferreira. Sustenta ainda que é preciso acabar com esta situação.

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