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Delegação de competências e investimentos elevam orçamento de Paredes

Delegação de competências e investimentos elevam orçamento de Paredes

"É o maior orçamento que o meu executivo apresentou até hoje", afirmou o presidente da Câmara de Paredes, Alexandre Almeida, na apresentação do orçamento para 2023. O documento, aprovado pela maioria socialista, em reunião de executivo, mereceu os votos contra dos vereadores do PSD.

O orçamento aumentou, para os 92,8 milhões de euros, justificou Alexandre Almeida, pela delegação de competências assumida nas áreas da Educação, Saúde e Ação Social e pelo facto de o próximo ano ser aquele "com maior volume de obras no concelho em simultâneo".

Contempla ainda obras do Portugal 2020 e também outras financiadas pelo Plano de Recuperação e Resiliência, casos do realojamento da comunidade cigana (2,5 milhões de euros), da reconversão do mosteiro de Vilela em museu do mobiliário e das artes em madeira (3,5 milhões de euros), ou da criação de um centro cultural e Casa Museu Daniel Faria, em Baltar (1,6 milhões de euros).

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Estão previstas obras em todas as freguesias e vai manter-se a delegação de competências nas juntas de freguesia. Segundo o edil, o documento também prevê uma duplicação dos apoios sociais às famílias vulneráveis, que passam de 200 mil para mais de 400 mil euros, rubricas que ainda podem ser reforçadas.

A carga fiscal sobre as famílias e empresas continuará "no mínimo", com a taxa de IMI nos 0,3% e isenção de derrama para as micro e pequenas empresas com faturação até 150 mil euros. A Autarquia também continuará a dar benefícios fiscais e vai proceder à expansão da Zona Industrial de Parada/Baltar para fixar empresas.

Entre outros, o documento destaca que 2023 será "o primeiro ano de atividade dos SMAS - Serviços Municipalizados de Água e Saneamento" e marca "de forma decisiva" o investimento no alargamento da rede de água e saneamento no concelho, devendo o visto do Tribunal de Contas para empréstimo que permite concretizar o resgate da concessão no mês de dezembro.

Os eleitos do PSD votaram contra e criticam "o aumento das receitas fiscais de quase 1,3 milhões de euros", um "aumento de impostos na ordem dos 10% face ao ano 2022". "O executivo municipal espera retirar dos bolsos dos paredenses, sejam eles empresas ou meros cidadãos, mais de 15 milhões de euros", aponta o partido, acusando o executivo socialista de estar a transformar a Câmara num "glutão" que "limpa os bolsos dos paredenses" para alimentar as despesas correntes e "sete vereadores a tempo inteiro", assim como o aumento "de cerca de 50% das despesas com o pessoal, de 13 milhões de euros em 2022 para 20 milhões de euros em 2023".

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