Astromil

Empresa de madeiras em Paredes parcialmente destruída por incêndio de madrugada

Empresa de madeiras em Paredes parcialmente destruída por incêndio de madrugada

Um incêndio consumiu, esta sexta-feira de madrugada, parte das instalações da A. Barbosa, uma empresa de transformação de madeiras, em Astromil, Paredes. Não houve feridos e não está em causa a continuidade da empresa nem serão extintos postos de trabalho, garante o proprietário.

Ao final desta manhã ainda decorria o rescaldo, mas a meta é regressar à laboração ainda durante a tarde. Ao que tudo indica, o fogo poderá ter começado numa caldeira. A Polícia Judiciária está a investigar.

O alerta foi dado pela 1.40 horas desta sexta-feira por populares. Um morador, que preferiu não se identificar, afirma que os habitantes das casas nas imediações da empresa ouviram um carro que passou a buzinar durante a madrugada, para chamar a atenção para o incêndio. Foram chamados os bombeiros. "As chamas iam muito altas e havia fagulhas por todo o lado. Se os bombeiros não viessem ardia tudo", explica.

Ao JN, Paulo Ferreira, comandante em regime de substituição dos Bombeiros Voluntários de Rebordosa, refere que, ao que tudo indica, "o fogo terá tido origem numa caldeira". "Quando chegámos ao local, estava a arder apenas uma zona do pavilhão", dedicada à produção de portas, flutuantes e soalhos, com "matéria-prima bastante inflamável" e havia uma "elevada carga térmica", acrescentou.

"O pavilhão estava tomado pelas chamas, mas conseguimos que ficasse circunscrito naquela zona e que não alastrasse. Ainda conseguimos retirar algum do material", disse Paulo Ferreira. "Os prejuízos são ainda avultados", observou ainda.


Américo Barbosa, fundador e dono da empresa, só soube do incêndio já de manhã. "Tinha muitas chamadas quando acordei e liguei a um empregado que me disse que isto tinha ardido. Às sete horas, quando cheguei, estavam aqui os bombeiros no rescaldo", conta.

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O empresário adianta que "ardeu muita madeira, duas máquinas e caiu parte da cobertura", mas diz que os prejuízos ainda estão a ser apurados. Sobre as origens do fogo deixa algumas hipóteses: "Temos uma caldeira em baixo que faz a secagem de madeiras e pode ter começado por aí, mas também pode ter sido um curto-circuito, não sabemos".

Uma coisa é certa, a empresa, com mais de 30 anos de existência e 30 funcionários, não pretende baixar os braços. "Iremos acionar o seguro e os técnicos já estão a trabalhar para pôr a luz a funcionar. A indústria pesada não sofreu. Só arderam duas máquinas. Queremos laborar já esta tarde. Havendo luz começasse a trabalhar", sustentou, garantindo que não estão em causa o futuro da empresa nem postos de trabalho. "Vamos arregaçar as mangas e andar para a frente", afirmou Américo Barbosa.

A A. Barbosa - Transformação e inovação com madeira dedica a sua atividade à transformação de madeiras, fabrico de pavimentos e revestimentos em madeira maciça possuindo ainda a vertente de comércio de madeiras, flutuantes, portas e placas.

O fogo foi combatido por seis corporações dos concelhos de Paredes e Penafiel - Baltar, Cete, Lordelo, Paço de Sousa, Paredes e Rebordosa -, chegando a estar no local mais de 40 operacionais e 12 viaturas. A Polícia Judiciária vai investigar.

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