Investimento

Penafiel investe 20 milhões de euros para apoiar 495 famílias no acesso à habitação digna

Penafiel investe 20 milhões de euros para apoiar 495 famílias no acesso à habitação digna

A Câmara Municipal de Penafiel anunciou um investimento de cerca de 20 milhões de euros na Estratégia Local de Habitação de Penafiel. O protocolo estabelecido entre o Município de Penafiel e o IHRU (Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana, I.P), no âmbito do Programa 1º Direito vai proporcionar habitação condigna a 495 agregados familiares.

A parceria estabelecida entre as duas entidades - com um investimento de mais de 20 milhões de euros, cerca de dois milhões dos quais ao encargo do município - prevê a reabilitação de 73 fogos do Bairro da Fonte da Cruz, assim como a aquisição e reabilitação de 164 prédios habitacionais e intervenção em 21 habitações do Bairro de S. Vicente de Paulo.

Lembrando os aumentos no custo habitação nos últimos anos e a dificuldade que isso traz às famílias, Antonino de Sousa referiu que "esta estratégia vai permitir a que muitos penafidelenses tenham uma habitação condigna", indo ao encontro das "carências habitacionais" do município.

Segundo o autarca, este é "o mais importante passo desde o 25 de Abril neste domínio tão importante como é a habitação", que se vem juntar a outros já desenvolvidos pela autarquia, caso do "Penafiel Habita", um projeto iniciado em 2013, que teve um investimento de 1,3 milhões de euros e permitiu apoiar cerca de cinco mil penafidelenses e do "Penafiel Casa Acessível", anunciado recentemente e que prevê o arrendamento de casas a particulares, para serem depois arrendadas, a custos mais reduzidos, às famílias carenciadas ou agregados com rendimento intermédio.

Numa cerimónia virtual que contou com a presença de Jorge Botelho, secretário de Estado da Descentralização e da Administração Local e de Henrique Ferreira, vogal do Conselho Diretivo do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU), Marina Gonçalves, secretária de Estado da Habitação, destacou "a nova visão" que existe nos dias de hoje do que é a responsabilidade do Estado na promoção de políticas de habitação, que permitiu identificar necessidades que este projeto vem agora dar resposta.

"Esta é uma oportunidade única de ter uma coresponsabilização do que são as soluções habitacionais", referiu a governante, certa de que este acordo "permitirá dar resposta às carências das famílias no que diz respeito à habitação".

Marina Gonçalves deu ainda nota de que se o projeto for cumprido até 2026, o investimento total previsto será assegurado pelo Estado através do Programa de Recuperação e Resiliência. "Os municípios não gastarão um cêntimo caso concretizem a estratégia dentro do prazo limite, podendo canalizar essas verbas para outros projetos", conclui a secretária de Estado.

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