Acidente

Centenas em vigília pedem mais segurança no nó da A4 em Penafiel

Mónica Ferreira

 foto Mónica Ferreira/JN

Centenas juntaram-se na noite desta terça-feira junto ao local do acidente|

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Centenas juntaram-se na noite desta terça-feira junto ao local do acidente|

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Centenas juntaram-se na noite desta terça-feira junto ao local do acidente|

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Centenas de pessoas concentraram-se, esta terça-feira à noite, junto ao nó da A4 em Penafiel, para pedir mais segurança naquela estrada, após mais um acidente mortal, no último fim de semana.

"A dor não pode ser apagada mas estamos aqui hoje para que a morte do Daniel não tenha sido em vão, para que mais ninguém morra nesta estrada", disse ao JN Rosa Leão, prima de Daniel Freire, que perdeu a vida num acidente de mota na madrugada de domingo.

A ideia surgiu num grupo privado de amigos motociclistas, mas rapidamente ganhou dimensão nas redes sociais. A intenção era fazer uma vigília para "alertar para a necessidade extrema de se fazer ali uma intervenção. É um problema que se arrasta há anos, que ainda não teve solução e o que as pessoas querem é que algo seja feito", contou ao JN um dos elementos do grupo.

Foi realizado um minuto de silêncio, que terminou com palmas, motos a roncar e muitas lágrimas.

Câmara volta a reclamar

A necessidade de uma rotunda na saída da A4 Penafiel Norte, na intersecção com a variante à EN106, que liga Penafiel a Lousada, é reclamada há vários anos pela autarquia que, após o trágico acidente de domingo, voltou a insistir com o Governo e com a empresa Infraestruturas de Portugal (IP) para uma intervenção que possa reduzir a sinistralidade numa zona muito sensível, onde se têm registado muitos acidentes.

"Não podemos andar a empurrar sistematicamente este assunto. Se os organismos nacionais não podem, não se interessam ou não têm condições para resolver o problema, que nos deixem intervir e fazer a rotunda", defendeu Antonino de Sousa, presidente da Câmara, manifestando a disponibilidade da autarquia (já o tinha feito em julho ao vice-presidente da IP) em assumir os custos da obra.

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