Penafiel

Eduardo Cabrita inaugura quartel da GNR em Paço de ​​​​​​​Sousa e promete mais militares

Eduardo Cabrita inaugura quartel da GNR em Paço de ​​​​​​​Sousa e promete mais militares

O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, inaugurou esta sexta-feira o novo quartel da GNR de Paço de Sousa, no concelho de Penafiel, uma obra ansiada há vários anos, que representou um investimento total de cerca de um milhão de euros.

Em Penafiel, o governante deu conta de que estão em curso 80 obras para servir as forças de segurança e garantiu que o Governo vai recrutar 10 mil efetivos até 2023, sendo que cerca de 1400 começam a formação em breve e serão recrutados ainda este ano.

A nova casa dos militares da GNR de Paço de Sousa foi construída no espaço da antiga ETAR e vem substituir um edifício antigo, em avançado estado de degradação. "A Guarda em Paço de Sousa tem uma presença de 62 anos, em instalações provisórias que se mantiveram por 62 anos, precárias e, ultimamente, até indignas para a dignidade das funções da nossa guarda e para o tratamento e acolhimento dos nossos cidadãos", afirmou Antonino de Sousa.

Relembrando que este era um anseio antigo, o edil penafidelense recordou o protocolo assinado com o Ministério da Administração Interna (MAI), em 2015, "que trazia pela primeira vez uma expectativa assente em factos concretos de que íamos ter um novo quartel". O acordo previa um investimento de cerca de 820 mil euros do Governo no edifício, cabendo à Câmara Municipal a aquisição do terreno, os acessos e a fiscalização da execução da obra.

Segundo o autarca, a inauguração desta obra foi "um exemplo de uma excelente cooperação entre a administração central e a administração local", na medida em que o protocolo estabelecido entre o MAI e a autarquia foi cumprido com rigor, permitindo agora à GNR de Paço de Sousa ter um quartel "moderno, confortável, funcional e que reúne todas as condições para que a Guarda possa cumprir com dignidade a sua missão e com condições adequadas".

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Reforçando a importância da obra física e aproveitando a presença de Eduardo Cabrita na cerimónia, Antonino de Sousa pediu um reforço de meios humanos. "Pela obra física, o Ministério está de parabéns. Mas deixo um alerta e um pedido. Este quartel foi projetado para acolher 35 efetivos, mas na verdade, tem um número de efetivos que não chega nem a metade", referiu, acrescentando que o posto tem 14 militares, que servem três freguesias penafidelenses e um total de cerca de oito mil habitantes, distribuídos por uma área de 25 quilómetros quadrados. "Só com muito talento, arte e engenho é que tem sido possível cumprir a missão com esse número tão limitado de efetivos. Com as férias, baixas e turnos é muito difícil manter o funcionamento", alertou.

1400 militares formados até ao final do ano

De visita às novas instalações do quartel da GNR de Paço de Sousa, Eduardo Cabrita deixou um reconhecimento aos militares pelo exercício das suas funções, "num período muito exigente", e algumas vezes "sem as condições necessárias".

Dando conta de que Portugal tem vindo "a consolidar" a sua imagem como um dos países mais seguros do mundo, o governante garantiu que o MAI tem feito uma aposta nas forças de segurança, tendo neste momento 80 obras em desenvolvimento no país para melhorar as condições dos edifícios que servem as forças de segurança.

Em resposta ao apelo do autarca penafidelense, Eduardo Cabrita destacou a importância dos equipamentos e dos veículos, mas reconheceu que sem meios humanos "nada se faz". Sem se comprometer com a colocação de efetivos no posto de Paço de Sousa, o governante adiantou que o plano plurianual de admissões do Governo prevê o recrutamento de 10 mil efetivos para as várias forças de segurança até 2023 - o que foi limitado pela pandemia - e adiantou que, até ao final do ano, serão formados 1400 militares, sendo que a formação começa já na próxima semana e prolonga-se até dezembro, em grupos mais reduzidos, de 200 ou 300 militares.

Questionado pelos jornalistas no final da cerimónia sobre a distribuição dos militares, o ministro afirmou que, após a formação, "o Comando do Porto fará a avaliação sobre a sua forma de distribuição, utilizando instalações que permitem o alargamento da capacidade, como aqui em Penafiel".

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