Saúde

Comissão de Trabalhadores acusa Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa de "desrespeito"

Comissão de Trabalhadores acusa Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa de "desrespeito"

A Comissão de Trabalhadores do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa (CHTS) acusou o Conselho de Administração do hospital de "desrespeito dos direitos e deveres de todos os profissionais da instituição, chegando mesmo a usar o problema da covid-19 como argumento para o não-diálogo".

Segundo a Comissão, em nota de imprensa enviada às redações, está em causa a falta de programação e de diálogo nesta segunda fase da pandemia, que tem originado "claros atropelos" às condições de segurança e de trabalho dos profissionais.

Assim, a Comissão afirma que que o hospital, está a impor, ilegalmente, mais horas de trabalho, que não podem ser transferidas para o banco de horas, sistema não implementado na instituição, e que nem estão a ser pagas como horas extras. Além disso, afirma, estão a ser feitas alterações de horário "de véspera e por vezes no próprio dia", sem serem respeitados os cinco dias de antecedência que a lei obriga e sem dar as folgas a que os trabalhadores têm direito.

Situações de abusos na relação das chefias com os trabalhadores são também referidos no documento, que dá nota ainda de que os acordos coletivos de trabalho "não estão a ser aplicados na sua totalidade" desde junho de 2018, levando a que "dezenas de funcionários que desempenham funções em categorias diferentes das deles, continuem a não ser colocados nas categorias certas e a serem lesados em dezenas e até centenas de euros todos os meses".

O JN contactou o Conselho de Administração do Hospital, que não se quis pronunciar sobre as declarações da Comissão.

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