Covid-19

Enfermeiros criticam limitações de máscaras nos hospitais de Amarante e Penafiel

Enfermeiros criticam limitações de máscaras nos hospitais de Amarante e Penafiel

O Sindicato de Todos os Enfermeiros Unidos (SITEU) acusou esta terça-feira o Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa (CHTS), sediado em Penafiel, de limitar a utilização de máscaras cirúrgicas a uma por dia para cada profissional de saúde.

Num comunicado enviado à Lusa, refere-se que a informação foi comunicada pela administração, por correio eletrónico, a todos os profissionais.

Nesse documento, refere o sindicato, o presidente do conselho de administração, Carlos Alberto Silva, explica que a medida é tomada "à semelhança do que já acontece noutras instituições hospitalares por dia" e que "a entrega de máscara será feita junto aos seguranças na entrada principal com validação por leitura do cartão de identificação".

O SITEU considera que esta medida "põe em risco os profissionais de saúde e os doentes do CHTS".

Gorete Pimentel, presidente da direção do SITEU, citada no comunicado, explica que "as máscaras não devem ser usadas por um período superior a quatro horas, pois perdem a capacidade de filtrar os microrganismos".

O sindicato refere que tem recebido "apelos de todo o lado a pedir com urgência equipamentos de proteção individual, sejam hospitais, centros de saúde, lares, misericórdias. Todos têm falta de equipamentos de proteção".

Sobre a posição do sindicato, fonte da administração do CHTS esclarece que o email enviado aos colaboradores, citado pelo sindicato, tem a ver com as máscaras atribuídas a todos que entram nas instalações hospitalares em Penafiel e Amarante.

"Numa perspetiva de saúde pública e proteção de todos os colaboradores do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa (CHTS), serão distribuídas máscaras a todas pessoas que entrem em ambas as unidades do CHTS", lê-se no esclarecimento, acrescentando-se: "Todo o material de proteção individual dos profissionais de saúde das áreas clínicas continuará a ser gerido e distribuído, como até ao momento, por uma equipa de enfermeiros que assegura toda a proteção preconizada pela DGS para proteção de profissionais e doentes".