Centro Hospitalar

Técnica inovadora usada no Tâmega e Sousa para retirar tumor de glândula suprarrenal

Técnica inovadora usada no Tâmega e Sousa para retirar tumor de glândula suprarrenal

O Serviço de Urologia do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa realizou pela segunda vez, com êxito, a remoção de um tumor da glândula suprarrenal, órgão abdominal de localização muito profunda entre o rim e o fígado. A operação foi realizada com recurso à retroperitoneospia, uma técnica inovadora ainda menos invasiva que a laparoscopia tradicional.

Trata-se de uma abordagem direta do rim, pela região lombar, usando três ou quatro orifícios muito pequenos. Os benefícios são significativos em termos de recuperação pós-operatória, o doente tem menos dores, e com redução do tempo de internamento hospitalar.

"É uma cirurgia mais difícil do que a cirurgia laparoscópica tradicional, pois a área de trabalho é mais reduzida. Não sendo, por isso, uma cirurgia banal, é uma técnica com uma curva de aprendizagem longa que exige a realização de vários cursos de preparação em Estrasburgo e Bordéus", explica Joaquim Lindoro, diretor do Serviço de Urologia.

A semana passada, o Serviço de Urologia, no Hospital Padre Américo, deu mais um passo na diferenciação desta técnica muito pouco usada em Portugal.

Não houve necessidade de atravessar a cavidade abdominal, tendo a cirurgia durado pouco mais de duas horas.

Este êxito "é o resultado da eficiência de uma equipa cirúrgica orientada pelo urologista Fernando Vila, um grupo de enfermagem liderado pela enfermeira Cristina Ferreira e de uma equipa anestésica orientada por Susana Domingos, anestesiologista", sublinha fonte do ​​​​​​​CHTS.

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