Covid-19

150 voluntários vão cuidar dos doentes no Rosa Mota

150 voluntários vão cuidar dos doentes no Rosa Mota

O Pavilhão Rosa Mota, com 320 camas, recebe esta terça-feira pacientes encaminhados pelos hospitais que não tenham condições de isolamento em casa ou que necessitem de cuidados básicos.

O hospital de campanha instalado no Pavilhão Rosa Mota, no Porto, que entra em funcionamento esta terça-feira, vai contar com a ajuda de 150 voluntários, entre os quais profissionais de saúde, para tratar pacientes com Covid-19. O equipamento deverá receber cerca de 20% dos doentes internados nas unidades hospitalares do Santo António e do São João.

"São médicos e enfermeiros que estão a ser preparados que vão oferecer um serviço absolutamente fundamental e complementar aos hospitais", explicou ontem o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira.

Nos próximos dois dias chegam ao Rosa Mora entre 12 a 16 utentes, encaminhados pelos hospitais do Porto, esperando-se um número bastante superior.

"Para este hospital de campanha vão ser deslocados doentes assintomáticos sem condições de isolamento, doentes que necessitem de cuidados básicos e doentes que estejam em fase de recobro à espera de testar negativo", esclareceu António Araújo, presidente do Conselho Regional do Norte da Ordem dos Médicos, durante a visita ao espaço.

O responsável, que será o coordenador das equipas médicas e de enfermagem, explicou ainda que este equipamento tem "uma estrutura muito básica" e, por isso, não tem "direção clínica, mas sim um conjunto de coordenadores".

"Estamos a tentar tratar doentes que estão praticamente autónomos e saudáveis para permitir que as unidades de saúde altamente diferenciadas cuidem daqueles que precisam verdadeiramente delas", admitiu. Se tudo correr bem, este hospital encerrará as portas no dia 31 de julho.

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