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Rastreios retomados

19 076 mulheres já foram rastreadas ao cancro da mama no Norte

19 076 mulheres já foram rastreadas ao cancro da mama no Norte

Desde o passado dia 12 de outubro, altura em que o Núcleo Norte da Liga Portuguesa Contra o Cancro retomou os rastreios ao cancro da mama, já foram vistas 19.076 mulheres. A Administração Regional de Saúde do Norte (ARS Norte) garantiu esta quinta-feira, ao JN, que "é expectável que até ao final do ano sejam rastreadas mais 10 mil mulheres".

Nestes 37 dias úteis que passaram desde a retoma dos rastreios tem havido uma verdadeira corrida contra o tempo, até porque os seis meses em que o serviço foi suspenso - primeiro por conta da pandemia, e depois por falta da renovação do protocolo entre o Núcleo Norte da Liga e a ARS - centenas de casos ficaram por detetar.

Basta recordar que entre março e setembro de 2019 - o mesmo período em que o serviço esteve interrompido este ano - dos 91 100 exames de rastreio realizados, 762 mulheres foram encaminhadas para o hospital para exames complementares. E, dessas, cerca de 80% (mais de 600) tinham mesmo cancro.

Vítor Veloso, presidente do Núcleo Norte da Liga Portuguesa contra o Cancro, garantiu, em outubro passado, ao JN, que para recuperar o tempo perdido e conseguir manter os níveis alcançados pela instituição - que fez diminuir até 25% a taxa de mortalidade do cancro da mama - seriam precisos "dois a três anos".

Até porque, com a paralisação forçada das mamografias, deixaram de ser feitos cerca de mil exames por dia, ficando 110 mil mulheres sem serem rastreadas.

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