Botânica

A magnólia gigante e rara que quer revelar-se ao Porto

A magnólia gigante e rara que quer revelar-se ao Porto

Um prodígio da natureza. Proprietário quer partilhar "um dos segredos mais bem guardados da cidade" e abre as portas de casa à visita livre do público.

O escritor Afonso Reis Cabral já tinha dado conta da iniciativa na crónica que publicou na edição de quarta-feira do JN e volta a endereçar o convite à população. Entre as 11 e as 17 horas de sábado, estará à porta da residência da família, no número 121 da Rua de S. Vicente, à Prelada, no Porto, para "partilhar uma preciosidade da natureza", a gigante e rara magnólia que embeleza as traseiras lá de casa.

A árvore tem 15 metros de copa e dez de altura. É uma especulação vegetal, também por causa de uma aparente extemporaneidade. "Agora no inverno é que atinge o máximo da floração. É muito frondosa. É, seguramente, a maior e mais antiga magnólia do Porto", afirma Afonso Reis Cabral.

"A árvore da minha vida", como também lhe chama o escritor, fica nas traseiras lá de casa e, "por isso mesmo, é um dos segredos mais bem guardados da cidade". Daí que a família do escritor queira mostrar ao público aquele tronco centenário - "Arrisco dizer que tem mais de cem anos", afirma Afonso Reis Cabral -, sem qualquer outra reflexão que não seja a da partilha estética de uma generosa oferta da natureza, de uma espécie rara no Porto e em Portugal.

Em contactos informais com especialistas da Botânica, o escritor de 31 anos - vencedor do prémio LeYa em 2014, com o romance "O Meu Irmão" - soube que se trata de uma "magnolia salicifolia", uma espécie nativa do Japão, chegada ao Porto em circunstâncias desconhecidas, o que só lhe enriquece o enredo.

"É uma coisa muito informal. É só para ter gosto de mostrar este segredo muito escondido do Porto. É um ato de partilha de uma beleza rara", concluiu Afonso Reis Cabral.

Uma árvore para classificar e proteger

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Por ser tão bela e rara, a magnólia da Prelada é vista por Afonso Reis Cabral como "uma árvore a proteger". E tanto assim que o escritor procurar obter a classificação da "magnolia salicifolia" junto do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas. "É importante alertar para este ser vivo grandioso, porque não há muitos assim", afirma.

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