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"A Rua 31 de Janeiro é um gueto e os residentes estão a caminho da extinção"

"A Rua 31 de Janeiro é um gueto e os residentes estão a caminho da extinção"

Últimos moradores daquele emblemático arruamento no centro do Porto têm ordem de despejo.

"Saio aos 66 anos, com 45 na casa e a renda em dia. E alguém se preocupa? Somos escorraçados da cidade porque não há ninguém que nos proteja". António Loureiro vai tentando conformar-se, refazer-se do desgosto, mas as palavras ainda têm um travo amargo. Era um dos raros resistentes da depauperada Rua 31 de Janeiro, em pleno coração da Baixa portuense, e viu-se obrigado a deixar a habitação em setembro.

Palco da primeira grande revolta republicana de 1891, no dia que lhe dá o nome, já foi uma das mais movimentadas artérias do Porto, apesar de ser um dos expoentes da orografia de colinas típica da cidade. Nos prédios que se erguem acima das lojas, viviam famílias.

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