Declaração do Rivoli

"Alguns mudaram de opinião, é um direito que têm", diz Moreira

"Alguns mudaram de opinião, é um direito que têm", diz Moreira

"Todos tiraram uma fotografia e estavam todos de acordo. Entretanto, alguns mudaram de opinião, é um direito que têm", afirmou, esta tarde de terça-feira, o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, sobre o recuo de seis autarcas socialistas na intenção de subscrever o documento "Declaração do Rivoli", que pretende exigir a suspensão da universalização das competências transferidas pelo estado em 2001.

À margem de um almoço privado com o presidente da Câmara de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues, e o primeiro-ministro, António Costa, o autarca do Porto, escusou-se a comentar a decisão dos presidentes de Câmara de Matosinhos, Gondomar, Caminha, Baião, Lousada e Lagoa.

"O que sei é que naquele dia estava toda junta no que parecia uma declaração óbvia: dizer que o processo devia ser adiado", lembrou Rui Moreira acrescentando que "há uma coisa que parece óbvia a todo e qualquer autarca: ser em ano de eleições na fase de pouca maturação em que está o processo, não convém a ninguém".

Sem tecer comentários ao recuo de Luísa Salgueiro, autarca de Matosinhos, Rui Moreira apenas atirou que a socialista "não só fez uma declaração inflamada - aliás, foi aplaudida, - como esteve lá presente". "Se entretanto mudou de opinião, não me compete a mim dizer nada", acrescentou.

O presidente da Câmara do Porto fez esta terça-feira uma publicação na sua página do Facebook, afirmando que a "grande vantagem da independência é não ter que obedecer aos diretórios". "Quando em campanha eleitoral disse que não recebia telefonemas de Lisboa, e isso indignou adversários de um partido político, era a isto que me referia", escreveu o presidente.

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