Restauração

Almoço de Páscoa ajuda negócio de restaurantes

Almoço de Páscoa ajuda negócio de restaurantes

Há 30 anos que os funcionários da Churrasqueira Portuguesa do Amial, no Porto, não trabalhavam no domingo de Páscoa. Tudo para que, pelo menos a tradição do cabrito (que prometia somar mais de 50 pedidos naquele estabelecimento) e da vitela assada para o almoço não se perdesse.

Na Rua de Costa Cabral, o volume de encomendas para o almoço de domingo no restaurante "Cidade" manteve-se semelhante ao do ano passado. Mas o negócio não parecia correr tão bem para Fernando Augusto, d""O Poleiro". A três dias da Páscoa, confessou que ainda não tinha recebido nenhuma encomenda.

As salas dos restaurantes vão manter-se fechadas e, desta vez, as refeições vão bater à porta em jeito de compasso. Os estabelecimentos reinventaram-se e houve até casos onde foi preciso improvisar uma "central telefónica" para assegurar todos os pedidos.

"Tenho dois trabalhadores que passam o dia todo a atender chamadas e a apontar os pedidos. É impressionante", revela o gerente da "Churrasqueira do Amial", Paulino Barbosa, de 51 anos.

chegar, ver e comer

Para os almoços de Páscoa, a vitela assada não ficou esquecida, mas houve quem preferisse comemorar o dia ao sabor do bacalhau ou do polvo. Pela cidade, foram também muitas as padarias e confeitarias que afixaram avisos nas portas a dar conta de que aceitavam encomendas para de pão de ló.

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Mas Paulino Barbosa não contava com um volume de encomendas tão elevado para o almoço de hoje. Até porque, explica, o negócio "tem estado fraquinho".

"Não contávamos com isto", afirma o gerente da churrasqueira na Rua do Amial, emocionado.

Para garantir que as pessoas permaneçam nas suas casas e, ao mesmo tempo, desfrutem do tradicional almoço, os 25 estafetas já contratados para fazer entregas ao domicílio também trabalham hoje. "Até 25 quilómetros, os cabritos vão ser entregues a toda a gente", sorriu Paulino, referindo que os almoços de Páscoa vão ser "uma grande ajuda" para o negócio.

Cabrito - As encomendas de uma dose para quatro pessoas de cabrito rondam os 30 euros em quase todos os estabelecimentos. Meia dose fica por cerca de 20 euros.

Bacalhau - Entre bacalhau à Zé do Pipo, com natas, com broa ou à portuguesa, uma dose dessas especialidades fica entre os 15 euros e os 20 euros. O preço para meia dose baixa para cerca de metade.

Mais barato - Uma das encomendas mais baratas nos estabelecimentos em regime de "take-away" são as tripas à moda do Porto (cerca de 14 euros por uma dose), rojões e arroz de pato (cerca de 18 euros para quatro pessoas).

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