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Alojamento local ocupa um quarto das casas no Centro Histórico do Porto

Alojamento local ocupa um quarto das casas no Centro Histórico do Porto

De todas as casas do Centro Histórico do Porto, um quarto está registada como alojamento local (AL). Só naquela zona, a atribuição de novas licenças representa 77,5% do total de AL autorizado na cidade. Se a essa percentagem somarmos o número de registos na freguesia do Bonfim, o gráfico sobe para os 87%.

Há cerca de oito mil registos de AL no Porto (por força da pandemia foram cancelados 1814) mas, de acordo com dados da Confidencial Imobiliário, dos fogos T0 ou T1 existentes, só estavam a funcionar 1951 como AL em maio passado. Desses, 1633 são no Centro Histórico.

A Câmara do Porto diz estar atenta ao fenómeno da "hiperconcentração" de AL na cidade e propõe alterações à lei. Ricardo Valente, vereador da Economia, nota ainda que uma parte dos AL ativos estão a funcionar "numa lógica de arrendamento a médio e longo prazo". Para Eduardo Miranda, presidente da Associação do Alojamento Local em Portugal (ALEP), o número de registos, que não traduz o cenário real, preocupa. Isto porque, considera, pode conduzir à aplicação de medidas de contenção que muitas vezes "penalizam" os pequenos operadores.

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