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Expansão do metro

Ambientalistas pedem que se evite a destruição do Jardim de Sophia no Porto

Ambientalistas pedem que se evite a destruição do Jardim de Sophia no Porto

Quatro associações ambientalistas do Porto entregaram uma petição assinada por duas mil pessoas a pedir uma intervenção para "evitar a destruição" do Jardim de Sophia, na Galiza, no Porto, na sequência da construção da nova linha Rosa do metro do Porto, e contra o abate de 503 sobreiros em Gaia, durante os trabalhos de expansão da Linha Amarela.

O documento foi entregue à Câmara do Porto, à Agência Portuguesa do Ambiente (APA), ao Conselho de Administração da Metro do Porto, à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) e ao vereador do Ambiente da Câmara de Gaia. A petição pública online conta com mais de duas mil assinaturas.

As associações que criaram o movimento são a Associação Cultural e de Estudos Regionais (ACER), a Campo Aberto, o Clube Unesco da Cidade do Porto e o Núcleo de Defesa do Meio Ambiente de Lordelo do Ouro (NDMALO).

O grupo de ambientalistas salienta o comentário de Paulo Ventura Araújo, professor na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto: "No Porto, tem feito escola a ideia de que um jardim, por si só, não vale grande coisa, tendo por isso que ser enriquecido com outras valências. Nesta linha de pensamento, um jardim com estação de metro é muito melhor do que um jardim sem ela. Que o resultado final seja um espaço degradado (como o é inequivocamente o Jardim do Marquês) ou integralmente destruído (como será o Jardim de Sophia) pouco importa para quem vê a realidade pelas lentes das ideias preconcebidas. Por que será que em Londres, onde há tantas praças ajardinadas e tantas estações de metro, essas estações nunca (ou quase nunca) são em jardins, mas sim nos prédios que ladeiam a praça?".

A Câmara do Porto afirmou, em dezembro passado, que o projeto do arquiteto Eduardo Souto Moura para o jardim de Sophia, na Praça da Galiza, estava "a ser elaborado" e "não está ainda definitivamente aprovado" pela Autarquia.

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Sobre o abate de 503 sobreiros, a Metro do Porto anunciou, em setembro passado, que serão plantadas pela empresa 755 árvores daquela espécie protegida nas serras do Porto.

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