Porto

Vendedores da antiga feira do Cerco satisfeitos com a mudança

Marta Neves

Comerciantes da antiga feira do Cerco mudaram-se esse domingo para a Avenida 25 de abril

Foto José Carmo/global Imagens

Depois da Câmara do Porto ter acabado com a feira do Cerco, na Avenida de Cartes, junto ao bairro, este domingo os vendedores retomaram o negócio, na mesma na freguesia de Campanhã, mas na Avenida 25 de abril. A mudança, onde ao sábado já acontece a feira da Vandoma, agradou aos comerciantes.

"Estamos bem! O povo aqui anda à vontade e até foram colocadas casas de banho portáteis", disse ao JN António Ferreira, 55 anos.

Também Rui Leal, 54 anos, mostrou-se satisfeito com a mudança da feira, "bem organizada" e com o facto da Câmara do Porto ter-lhes dado a benesse de ficarem isentos de pagarem licença (de 45 euros mensais) durante meio ano. "É uma boa ajuda", vincou.

Num domingo solarengo, muitos foram os que decidiram ir visitar a nova localização da feira e mostraram-se satisfeitos com o que encontraram. "A avenida é mais larga e tudo parece mais arrumado", referiu Maria Costa.

No primeiro dia da antiga feira do Cerco agora na Avenida 25 de abril, faltaram ainda alguns feirantes (no total são 25), contando Rui Leal que "alguns só vieram este domingo ver as instalações e prometem voltar para a semana".

Quem também por lá andava era Fernando Sá, presidente da Associação de Feiras e Mercados da Região Norte, auscultando os vendedores. "Os feirantes sentem-se satisfeitos com a mudança", salientou, alertando para a necessidade da Câmara do Porto "continuar a ter Polícia Municipal a controlar as entradas". "Caso contrário, daqui a uns tempos, teremos o mesmo desfecho da do Cerco, com a presença de muitos vendedores ilegais".

Rúben Saraiva avisa para o mesmo problema: "É importante que a Câmara continue a mandar para aqui a Polícia Municipal de forma às entradas serem controladas. Não vamos ser nós que vamos fazer a fiscalização".

Já Virgínia Silva, que reuniu um abaixo-assinado com 600 assinaturas para que a feira não acabasse, sublinhou que "o mais importante é estarmos todos a trabalhar".

Ainda assim, quando questionada sobre a localização, a feirante não se coibiu de dizer que "o sítio não é mau, tem bastante vista e autocarros à porta".