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Passe família no Porto pode avançar em janeiro

Passe família no Porto pode avançar em janeiro

O presidente da Área Metropolitana do Porto (AMP), Eduardo Vítor Rodrigues, revelou esta sexta-feira que decorre um processo negocial com o Governo para que possa existir um financiamento do título. Mas se assim não for, salientou, não será por um milhão de euros, valor correspondente ao impacto financeiro deste passe, que a medida não entrará em vigor nos 17 concelhos da AMP.

Eduardo Vítor Rodrigues garantiu, esta sexta-feira, que a "parte burocrática que dizia respeito ao modelo de implementação" do passe família no Porto está resolvida, aguardando um acordo com o Governo sobre o financiamento do título, que correponderá a um milhão de euros. O processo negocial está em curso, acrescentou o presidente, assegurando que mesmo sem a comparticipação do Estado, depois de "16 ou 17 milhões de financiamento e de comparticipação dos municípios, não é por um milhão que as coisas ficarão mal". "A seu tempo, haverá boas notícias", realçou.

"O passe família nunca foi o alfa e ómega da Área Metropolitana do Porto (AMP). Mas não é por não ser prioritário. É por eu achar que os riscos são maiores que os benefícios. Porque, se repararmos, nós temos neste momento uma realidade que é composta por um passe metropolitano, de 30 ou 40 euros, um passe sub-13, no mínimo, em alguns municípios sub-15 e até sub-18, um desconto na área social para o passe sénior. Aquilo que fica para o passe família é muito reduzido do ponto de vista do impacto económico", explicou Eduardo Vítor Rodrigues.

Mais 30% de novos clientes

Para o presidente da AMP, neste momento, os municípios estão preocupados "em compensar a STCP [Sociedade Transportes Colectivos do Porto], compensar os operadores privados, financiar o PART [Programa de Apoio à Redução Tarifária nos Transportes] e garantir o financiamento do Estado para 2020".

"Aquilo que temos em cima da mesa é um reforço de financiamento, não muito significativo. Neste momento, praticamente não temos desvio nenhum relativamente ao que foi calculado. (...) Com um aumento de 30% de novos clientes no sistema, nós estamos em condições de dizer que somos capazes de nos autofinanciar com o aumento da procura, mas necessitamos de cofinanciamento adicional do governo", disse sublinhando que acredita que vai haver "boas notícias".

Eduardo Vítor Rodrigues considera até que se deve fazer uma avaliação da implementação do passe família em Lisboa, porque, sublinha, a" talvez aí se perceba que AMP andou bem quando etapizou este processo".

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