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Autarca do Centro Histórico do Porto defende melhor gestão e controlo das cheias

Autarca do Centro Histórico do Porto defende melhor gestão e controlo das cheias

António José Fonseca alerta para a necessidade de barragens de contenção. Preia-mar é esperada pelas 14.30 horas.

O presidente da União de Freguesias do Centro Histórico do Porto alerta para a necessidade da prevenção e controlo de cheias no rio Douro passar pela construção de barragens de retenção. "Há anos que andamos a falar na mesma coisa e depois nada é feito e a culpa acaba sempre por ser atribuída aos espanhóis quando ela é nossa", refere o autarca numa altura em que as populações e comerciantes ribeirinhos tentam salvaguardar os seus bens perante o alerta lançado pela Proteção Civil.

As águas do rio Douro, na preia-mar das 2 horas, subiram até à zona Postigo de Carvão, na Ribeira, e Cais do Ouro, mas não chegaram a Miragaia, no Porto. Apesar de não chover, existe alguma apreensão quanto ao que poderá acontecer na próxima preia-mar prevista para as 14.30 horas.

Ontem, moradores e comerciantes retiraram do interior de casas, lojas e restaurantes mobiliário e eletrodomésticos. "É sempre o vira o disco e toca o mesmo. Os comerciantes, moradores e até agricultores não têm dificuldade em conviver com as cheias, mas têm dificuldades em conviver com os prejuízos. Sempre que há cheias surgem as promessas de que serão pagos os prejuízos mas depois tudo é esquecido", relembra António José Fonseca, também presidente da Associação de Bares da Zona Histórica.

O responsável recorda que, numa das últimas maiores cheias ocorridas no rio Douro, peritos fizeram o levantamento dos estragos da Régua até à Afurada e "o relatório foi enviado para António Costa, que na altura era ministro da Administração Interna, mas nada foi feito e quem ficou a arder com os prejuízos foram as pessoas".

Entre 2001 e 2003, período em que a Ribeira do Porto teve 16 cheias, os comerciantes chegaram mesmo a processar o Estado mas sem resultados.

"É preciso ver que na altura tínhamos 10% dos estabelecimentos comerciais que temos hoje. Uma grande cheia poderia agora provocar uma calamidade junto dos empresários que financeiramente já não estão bem devido à pandemia", refere o autarca. De acordo com a Capitania do Porto do Douro, as barragens já diminuíram as descargas, mas isso é um efeito que demora algum tempo até se fazer sentir no Porto. Seja como for, "a perspetiva para a próxima preia-mar, das 14:30, é que a cota do rio seja igual ou inferior aquilo que foi registado esta noite".

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Leça e Ave galgaram margens

No Distrito do Porto, para além do rio Douro, que terá galgado as margens também na zona de Avintes, também o Leça saiu do leito em Alfena e, na Trofa, o rio Ave transbordou, havendo estradas cortadas em Santiago do Bougado.

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