La Vie

Banco vende shopping La Vie e há já lojas a fechar

Banco vende shopping La Vie e há já lojas a fechar

Caixa Geral de Depósitos, dona do centro comercial no Porto, confirma venda e diz que só falta escritura. Imóvel na Rua de Fernandes Tomás deverá ser para escritórios.

O Centro Comercial La Vie, na Rua de Fernandes Tomás, no Porto, está em processo de venda. Só falta a escritura, segundo avança a Caixa Geral de Depósitos, que é a proprietária do imóvel. Vários lojistas já saíram e outros estão em vias de o fazer, pois os contratos não estão a ser renovados, embora alguns comerciantes digam estar salvaguardados. A empresa Widerproperty, que trata da gestão do shopping, nada diz sobre o futuro, mas o JN sabe que o imóvel deverá ser aproveitado para escritórios.

Por parte da Caixa Geral de Depósitos é referido que "o La Vie esteve num processo organizado de venda" e que "está a ser ultimada a escritura". Quanto aos contornos do negócio, valores e comprador, nada é revelado: "Até a venda ser efetivada, o processo é reservado às partes". Em relação aos lojistas, é adiantado que o banco "tem estado em contacto permanente com os mesmos e todas as opções tomadas foram objeto de aceitação escrita".

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É público que, em setembro, o piso subterrâneo do prédio, onde está alojado o mercado temporário do Bolhão, ficará vago, pois foi essa a data anunciada pela Autarquia para a transferência dos vendedores e a abertura do renovado Mercado do Bolhão, após demoradas obras. Contactada, a Câmara do Porto diz não ter dado entrada nos seus serviços qualquer processo ou pedido relativo à conversão do La Vie num edifício com outros fins, nomeadamente num hotel. Segundo o JN apurou, o mais provável é que o imóvel seja utilizado para escritórios. Inclusive, há empresas desse tipo ali instaladas que já estão à procura de uma nova localização.

Não renovam contratos

No La Vie, os rumores de que a infraestrutura vai fechar espalham-se e as dúvidas instalam-se entre os comerciantes que ali trabalham. "Não sabemos de nada, apenas rumores", declaram vários profissionais, que preferiram não se identificar por receio de represálias. Têm ouvido, nos últimos meses, comentários sobre o encerramento e futuras obras, porém desconhecem o futuro do espaço.

São várias as lojas fechadas, a maior parte na zona da restauração. Aqueles que laboram nos estabelecimentos que ainda estão abertos adiantam não ter recebido qualquer informação oficial. "Não estão a renovar os contratos, mais cedo ou mais tarde vamos sair todos daqui", declaram. Há licenças que expiram no último trimestre deste ano, no entanto, outras já terminaram, "o que justifica muitos dos estabelecimentos já estarem fechados".

Apesar dos temores, também há quem esteja seguro da continuidade. "Temos contrato ainda por alguns anos. Ficaremos até acabar", dizem. "Está tudo no segredo dos deuses", adianta outra lojista.

"A Administração diz não saber de nada, mas acho isso impossível", afirma outro trabalhador, ilustrando o ambiente de incerteza.

Bolhão muda-se

Um dos pisos do La Vie, ocupado pelo Mercado Temporário do Bolhão, ficará vazio em setembro. A Câmara anunciou a primeira quinzena desse mês como a data para a transferência dos vendedores para o reabilitado Mercado do Bolhão. Atrasos nas entregas das chaves e o tempo dado aos comerciantes para prepararem os novos espaços ditaram a escolha camarária.

Mercadona de fora

Para ocupar essa grande área subterrânea falou-se na hipótese de a Mercadona entrar em palco. Mas a empresa espanhola referiu que já tem o seu plano de aberturas de novos supermercados completo até ao final do ano e que esse mapa não inclui o centro do Porto.

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