Pandemia

Bares do Porto exigem lei para acabar com o botelhão

Bares do Porto exigem lei para acabar com o botelhão

A Associação de Bares da Zona Histórica do Porto exige ao Governo legislação para "acabar, de vez, com o botelhão". Nesta segunda-feira, reuniu-se com a PSP, mas diz que Polícia nada pode fazer.

"Para as forças de segurança o botelhão não existe", diz António Fonseca, presidente da Associação de Bares da Zona Histórica do Porto, assinalando que o problema reside no facto das autoridades não terem fundamento legal para intervir no botelhão.

"A PSP só está a intervir, agora, porque estamos nesta situação de pandemia, e é só para dispersar os ajuntamentos", acrescenta Fonseca, lembrando que o botelhão (consumo de álcool na rua) é um problema antigo que persistirá caso não haja intervenção legislativa.

"A PSP só intervém quando há distúrbios ou desacatos. Não há legislação que impeça o botelhão", insiste António Fonseca. O dirigente, que também é presidente da União de Freguesias do Centro Histórico do Porto, lembra que ao botelhão junta-se o problema do consumo de álcool por menores.

Há vários anos que a associação tem tentado sensibilizar as diversas entidades para a necessidade de acabar com o botelhão. Agora volta à carga, num contexto em que os ajuntamentos de jovens nas ruas ganharam notoriedade por infringirem as recomendações para travar a pandemia de covid-19.

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Antes do encontro com a PSP, a associação já tinha reunido com as secretaria de Estado do Comércio e do Turismo. E tem já agendadas reuniões com outras entidades.

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