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BioBlitz volta ao parque de Serralves e mantém formato online

BioBlitz volta ao parque de Serralves e mantém formato online

Evento dedicado à biodiversidade está agendado para a primeira semana de maio, no Porto, com a ambição de se tornar uma grande festa a nível nacional. Edição do ano passado, quase completamente virtual, teve mais de 50 mil participantes.

A oitava edição do BioBlitz, iniciativa que congrega crianças, jovens e famílias em torno de atividades dedicadas à biodiversidade e ao ambiente, vai decorrer entre os dias 2 e 8 de maio, no parque de Serralves, no Porto. Depois da paragem forçada em 2020 devido à pandemia, o evento voltou no ano passado com o grosso das atividades em formato online e o sucesso foi tal que, desta vez, o público pode optar entre a participação presencial e o modelo à distância.

Em 2021, foram mais de 50 mil as pessoas que participaram nas diversas ações proporcionadas através da Internet e no fim de semana aberto a famílias, ainda muito condicionado pelas restrições. Para se ter uma ideia, em 2019 - o último ano normal antes da pandemia -, o número tinha sido sensivelmente o mesmo. Por isso, a organização do BioBlitz entende que a resposta online continua a ser útil e quer continuar a valorizá-la.

Helena Freitas, diretora do parque de Serralves desde janeiro, assume para este ano um objetivo ambicioso que nasce da mais-valia conseguida na edição passada, em que a iniciativa extravasou as fronteiras geográficas e atraiu escolas de todo o país. "A grande ambição é tornar o evento nacional, fazer do BioBlitz a grande festa nacional da biodiversidade", disse ao JN.

Entre os dias 2 e 6, o BioBlitz destina-se a alunos dos diversos graus de ensino desde o pré-escolar ao secundário, enquanto os dias 7 e 8, fim de semana, serão destinados às famílias que queiram visitar os diversos espaços ao ar livre de Serralves, a título gratuito. Como nas edições anteriores, predominam as oficinas pedagógicas e científicas (nos dois formatos), as visitas temáticas e as saídas de campo (ambas de cariz presencial).

Anfíbios, morcegos, insetos, aves, plantas invasoras aquáticas, cogumelos, répteis, plantas briófitas, líquenes ou árvores - há muito para explorar durante uma semana no parque de Serralves, sem esquecer as atividades autónomas e as que são organizadas pela outra entidade promotora do evento, a Lipor (Serviço Intermunicipalizado de Gestão de Resíduos do Grande Porto), e pelos municípios seus associados.

À semelhança de outros anos, nesta edição vão ainda estar em destaque cinco das 33 autarquias que estiveram na génese da Fundação de Serralves. São elas Santa Maria da Feira, S. João da Madeira, Vila Real, Mirandela e Torres Vedras.

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Manter a aposta numa programação muito dirigida a crianças e jovens justifica-se, segundo Helena Freitas, pelo facto de a biodiversidade ser "um tema muito acarinhado pelo universo escolar". Ainda assim, não descura "nenhum público".

Além da Lipor, estão envolvidos na dinamização do programa o CIIMAR - Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental, com sede em Matosinhos, e a Floradata, empresa de consultoria especializada em biodiversidade, ambiente e áreas afins, fundada no Porto em 2011. São "parceiros habituais que dão grande apoio às temáticas de investigação", garante a responsável pelo parque de Serralves.

Helena Freitas conclui que o BioBlitz "é o evento público mais importante que há no país a celebrar a biodiversidade".

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