Porto

Bloco de Esquerda contesta "assalto ao património da cidade"

Bloco de Esquerda contesta "assalto ao património da cidade"

O Bloco de Esquerda emitiu uma posição sobre a venda dos apartamentos de luxo junto à ponte da Arrábida, considerando que se trata de "um verdadeiro assalto ao património da cidade".

O Bloco de Esquerda considera que o facto de já estarem vendidos praticamente todos os apartamentos do empreendimento de luxo que está a ser construído a escassos metros da ponte da Arrábida, no Porto, é mais um exemplo de que "as fortunas gigantescas, obtidas tantas vezes por meios ilícitos ou como resultado de atividades criminosas, proliferam no território e no imobiliário" da cidade, "perante a passividade das entidades responsáveis".

Numa nota enviada às redações, a Comissão Coordenadora Concelhia do BE reagiu às notícias recentes que dão conta de terem sido vendidas mais de 90% das frações a americanos e brasileiros, detentores de "vistos gold", por preços que variam entre 650 mil e 1,1 milhões de euros.

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Referindo-se a uma "edificação atroz", devido ao "enorme e evidente impacto na paisagem urbana do Porto, sobretudo na convivência com a Ponte da Arrábida", o Bloco lembra que a referida ponte, obra da autoria do engenheiro Edgar Cardoso que foi inaugurada em 1963, mereceu em 2013 a classificação como monumento nacional.

No entanto, lembra o BE/Porto, a portaria de fixação de uma zona especial de proteção, que poderia incluir áreas "non aedificandi" (sem construção) e "que deveria ser publicada logo a seguir à classificação como monumento nacional, só foi concretizada quase seis anos depois". Ainda segundo o comunicado, estão em causa "terrenos públicos, cuja titularidade o Bloco apelou que se reivindicasse, o que a Câmara ignorou, negligenciando a sua responsabilidade na proteção do interesse público". O partido diz ainda que se trata de um "verdadeiro assalto ao património da cidade".

A empreitada em causa é composta por dois edifícios, um deles com 15 andares, chegou a ser alvo de embargo judicial e ainda não está concluída. A maior parte das vendas decorreu durante o confinamento e os apartamentos mais caros foram os primeiros a ser vendidos.

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