Toxicodependência

Câmara do Porto admite cortar rua à noite para travar droga no Fluvial

Câmara do Porto admite cortar rua à noite para travar droga no Fluvial

A Câmara do Porto está a estudar a possibilidade de transferência para o domínio público de um terreno das Águas do Porto, na zona do Fluvial, impondo um horário de acesso aos moradores que utilizam um caminho naquele local e assim travar consumo de droga. Moradores queixam-se da empresa, que tapou caminho com muro, condicionando as suas deslocações.

Na reunião do Executivo desta segunda-feira manhã mais uma residente no local (já há 15 dias um outro munícipe compareceu a queixar-se da situação) contestou o facto da empresa municipal Águas do Porto ter vedado o acesso dos residentes a um caminho que já utilizam há mais de 50 anos para encurtar a distância entre a zona alta e baixa deste lugar. Guilhermina Gonçalves diz que o caminho desde a marginal até à ETAR das Sobreiras é do domínio público mas a Câmara do Porto contesta esta versão, afirmando tratar-se de propriedade privada, mas mostra-se disposta a uma alternativa.

"A solução seria ter o caminho aberto durante o dia e encerrado durante a noite, até por razões de segurança. Parece-nos a solução mais razoável. Ou seja, ter uma rede e ter um portão acionados de maneira que não cause constrangimentos aos moradores, mas pelo contrário, lhes garanta a segurança", informou Rui Moreira, prometendo uma ação no terreno para breve.

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Os moradores foram surpreendidos pela criação de um muro que impossibilita a sua passagem. A empresa tentou desta forma travar aceso de toxicodependentes que ali acampavam para consumir droga. Situação de insegurança que se estende a outros locais da zona do Fluvial e que já motivou a criação de um movimento e de uma petição com cerca de 300 subscritores em defesa de um "Jardim sem drogas".

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