Insegurança

Câmara do Porto alerta para falta de polícias e aumento da criminalidade

Câmara do Porto alerta para falta de polícias e aumento da criminalidade

O consumo de droga em espaço público, o aumento da criminalidade violenta e, finalmente, a redução de efetivos policiais são três das preocupações que Rui Moreira levou, esta manhã, à reunião do Conselho Municipal de Segurança do Porto.

De acordo com o documento que serviu de base ao diagnóstico apresentado pelo autarca, e a que o JN teve acesso, a Polícia Municipal do Porto corre o sério risco de ver reduzido o seu número de efetivos de 189 para 40 agentes, até 2027, "tornando-a absolutamente ineficaz".

Um problema futuro que se soma às deficiências atuais da PSP. A autarquia "vê com manifesta preocupação a diminuição de recursos humanos policiais e, consequentemente, a manifesta diminuição da visibilidade da polícia na rua".

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Penalizar consumo junto a escolas

Esta redução do policiamento de proximidade surge num contexto em que a situação de insegurança se agrava. Desde logo, argumentou Moreira, por causa da "proliferação de consumos de drogas em espaço público", apesar do investimento da Câmara do Porto numa estrutura temporária de consumo vigiado (vulgo, sala de chuto).

A situação é grave, lê-se no documento, ao ponto de se propor uma revisitação da Lei das Drogas, sugerindo a autarquia que possa ser introduzida uma "forte censura jurídica" a quem consumir droga junto de locais como escolas.

Aumenta o crime com arma branca

Do consumo de droga a "céu aberto" à insegurança urbana é um pequeno passo e o documento alerta que, apesar de Portugal estar bem colocado dos rankings de segurança internacionais, "não podemos ignorar uma tendência para o aumento da criminalidade violenta e grave", e em particular os "crimes praticados contra pessoas com recurso a armas brancas".

Um problema de criminalidade e insegurança que afeta também a movida noturna. O documento alerta para os relatos frequentes de turistas, nas redes sociais, sobre venda de droga às claras, e critica a impossibilidade de contratar policiamento remunerado.

Diretor da PSP trava policiamento

Segundo a autarquia, esse policiamento remunerado só não acontece porque o diretor nacional da PSP não o permite. Ora, "enquanto houve policiamento remunerado não existiram incidentes relevantes", argumenta-se, para acrescentar que a Associação da Movida do Porto está disponível para retomar este tipo de aparato de segurança.

Enquanto isso não acontece, argumenta-se, "os crimes contra pessoas nas zonas de diversão noturna" ameaçam afastar as pessoas dos espaços públicos e de diversão, "tornando-o apetecível a quem do crime faz modo de vida".

Durante a reunião do Conselho Municipal de Segurança, Rui Moreira deu até o exemplo do futebol e dos supermercados, onde o policiamento remunerado é permitido, para exprimir o seu desconforto pela recusa do Comando da PSP em permitir que também se faça na Movida.

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