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Câmara do Porto garante salvaguardas para impedir que Bom Sucesso seja supermercado

Câmara do Porto garante salvaguardas para impedir que Bom Sucesso seja supermercado

O presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, disse esta segunda-feira que há "salvaguardas suficientes" para impedir que o Mercado do Bom Sucesso, que vai passar a ser gerido pela Mercado Prime e a Sonae Sierra, venha a ser transformado num supermercado.

"O caderno de encargos tem determinadas salvaguardas que exigiremos. Não acredito que no âmbito do caderno de encargos aquilo possa ser transformado num supermercado", declarou Rui Moreira na reunião do executivo municipal desta segunda-feira quando questionado pelo vereador socialista Manuel Pizarro.

O Jornal de Notícias avançou na sexta-feira que a Mota-Engil vai deixar de gerir o Mercado do Bom Sucesso, passando para as mãos de uma parceria entre a Mercado Prime, estrutura empresarial pertencente ao Grupo Amorim, e a Sonae Sierra, que ali "quer instalar um Continente Bom Dia", noticia aquele título.

De acordo com o autarca, a intenção do atual concessionário vender a participação foi comunicada à câmara pelo próprio e segundo os serviços municipais esta é uma "transmissão que está prevista desde que seja feita a uma entidade idónea e essa entidade idónea dê garantias equivalentes à câmara".

"Há uma coisa que eu posso dizer é que o caderno de encargos tem determinadas salvaguardas que nos exigiremos", reiterou, referindo que a entidade que vai adquirir a sociedade concessionária não se dedica apenas a supermercados.

"Não imagino que este executivo venha a viabilizar uma atividade diferente daquela que lá está", concluiu.

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Já o vereador da CDU Vitor Vieira que revelou que já há candidaturas de emprego abertas para o futuro Continente Bom dia no Mercado do Bom Sucesso, referiu que, tal como tinham sido contra a concessão, também estão contra esta transmissão da totalidade do capital social da Sociedade Mercado Urbano que gere atualmente o mercado, considerando por exemplo que umas das empresas envolvidas neste negócio tem sede registada fora de Portugal pelo que não vai pagar imposto em território nacional.

Também a vereadora socialista Maria João Castro se mostrou contra este negócio, tendo em conta a instalação de mais um supermercado naquele local representa "uma saturação comercial daquela zona", onde existem outras superfícies do género.

A socialista Odete Patrício questionou ainda Rui Moreira sobre a possibilidade de, tal como aconteceu com o Pavilhão Rosa Mota, vir a ser possível alterar a designação do mercado que já não um mercado de frescos, como o Bolhão, mas "um conjunto de tendinhas supostamente gourmet".

Em resposta à vereadora do PS, Moreira disse não ser possível a mudança de nome, desejando que o novo proprietário faça um uso melhor daquele espaço que, no seu entender, "mais parece um 'food court' de um aeroporto".

A autorização da transmissão da totalidade do capital social da Sociedade Mercado Urbano - Gestão Imobiliária, S.A. foi aprovada com a abstenção do PS e voto contra da CDU.

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