Pandemia

Câmara do Porto manda encerrar parques murados e cemitérios

Câmara do Porto manda encerrar parques murados e cemitérios

Proteção Civil Municipal decidiu, ao final desta terça-feira, apertar as restrições sanitárias, para mitigar a aglomeração de pessoas em espaços públicos. Os passeios das frentes ribeirinhas e marítima também serão vedados.

Já a partir de quarta-feira, todos os parques municipais murados e parques infantis ficarão encerrados. Os cemitérios do Prado do Repouso e de Agramonte também serão encerrados e só abrirão para a realização de cerimónias fúnebres.

No combate à disseminação do novo coronavírus na cidade do Porto, a Proteção Civil Municipal encabeça neste momento uma operação que, durante a noite desta terça-feira, terá como missão o fecho dos portões de todos os espaços verdes murados da cidade, nomeadamente o Jardim das Virtudes, o Jardim de São Lázaro (Jardim Marques de Oliveira), o Jardim de São Roque, o Jardim do Covelo, a Quinta de Bonjóia, os Jardins do Palácio de Cristal e o Parque da Pasteleira.

Soma-se a esta medida o encerramento de todos os parques infantis, com colocação no local de painéis de interdição e vedação com fita.

Nos jardins e praças, serão colocadas barreiras de mitigação, com painéis de sensibilização que elucidem os cidadãos de que não é permitida a permanência no interior. Nos passeios com mais movimento, avenidas atlânticas e ribeirinhas incluídas, serão de igual modo instaladas as mesmas vedações. O mobiliário urbano presente nessas zonas, como bancos de jardim, terá fitas a indicar a proibição do assento. As casas de banho municipais também serão desativadas.

Nas ruas, os carros da Polícia Municipal voltam igualmente em força a difundir as mensagens "Fique em casa" e "Previna o contágio".

As câmaras de Matosinhos, de Gaia e de Vila do Conde já tinham decidido encerrar as marginais nesta terça-feira. Gondomar fechou os passadiços de Gramido e Rio Tinto.

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A presidente da Câmara de Matosinhos, Luísa Salgueiro, justifica a decisão: "Estamos a seguir as orientações do governo. É urgente diminuir as deslocações e os contactos e as marginais são locais muito apetecíveis. O apelo que faço, nesta fase tão difícil que estamos a atravessar, é que, todos os que possam, fiquem em casa. Só conseguiremos travar estes números assustadores se nos comportamos de forma responsável e consciente".

Em Vila Nova de Gaia também já se avançou com o encerramento da marginal e de jardins do concelho, locais habitualmente muito usados para passeios e em afronta às restrições sanitárias impostas pela DGS.

Em Gondomar, a Câmara comunicou já esta tarde de terça-feira que mandou encerrar os passadiços de Gramido e Rio Tinto, "com efeitos imediatos".

Pela manhã e ao início da tarde, o JN verificou que as zonas ribeirinhas do Douro, designadamente em Gramido, foram muito procuradas e frequentadas, apesar de toda a área estar já vedada pelas autoridades com uma fita de sinalização da cerca sanitária.

"As áreas dos passadiços foram todas vedadas. Tal como sucedeu no passado fim de semana, os parques de estacionamento adjacentes foram também encerrados", disse ao JN fonte municipal,.

"Mantêm-se encerrados também os restantes equipamentos desportivos, de ginástica e os parques infantis. Foi, ainda, dada liberdade às Juntas de Freguesia do concelho para encerrarem todos os espaços que assim o entendam (nomeadamente outros parques, zonas ribeirinhas, etc.)", acrescenta a a nota publicada esta tarde pela Câmara Municipal de Gondomar.

Em Vila do Conde, foi determinado o encerramento dos passadiços, da marginal e do Parque João Paulo II.

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