O Jogo ao Vivo

Publicidade

Câmara do Porto quer acrescentar nome de marca de cerveja ao Pavilhão Rosa Mota

Câmara do Porto quer acrescentar nome de marca de cerveja ao Pavilhão Rosa Mota

A Câmara do Porto quer acrescentar ao nome do Pavilhão Rosa Mota a designação "Super Bock Arena" durante os 20 anos da concessão do equipamento a privados.

O documento a que a LUsa teve acesso esta quinta-feira, que vai ser votado na reunião camarária de terça-feira, pretende que "o executivo autorize acrescentar, no uso corrente e durante a vigência do contrato, a marca comercial "Super Bock Arena" à designação existente", notando que "quer os promotores quer a Câmara articularam o assunto com a atleta" Rosa Mota.

A autarquia observa que esta "marca comercial" corresponde ao "nome de uma empresa da cidade, reconhecida nacional e internacionalmente" e que a proposta "mantém e salvaguarda a ligação de um dos mais importantes e emblemáticos equipamentos da cidade a uma das maiores atletas da história do desporto português, que nasceu e cresceu na cidade do Porto".

"Contrariamente a um primeiro pedido [...] este não altera a designação formal ou corrente do equipamento, traduzindo-se apenas na adoção suplementar de branding", justifica a proposta.

De acordo com o documento, existiu um pedido do concessionário, a sociedade Círculo de Cristal, S.A, que o presidente da autarquia, o independente Rui Moreira, "não aceitou agendar para deliberação".

Num documento anexo, a empresa pede "autorização para acrescentar a marca comercial Super Bock Arena à designação" do espaço, dizendo não estar em causa "um pedido de alteração de toponímia ou designação formal do equipamento, que se manterá Pavilhão Rosa Mota, como é vontade da câmara e do concessionário".

Segundo a Círculo de Cristal, trata-se da "adoção suplementar de branding, neste caso de uma empresa com fortes ligações à cidade e à região".

PUB

Na proposta, a autarquia refere que, nos termos do contrato assinado, "qualquer alteração, mesmo que para efeitos de exploração comercial", que a concessionária "pretenda introduzir na marca e designação deve obter o acordo prévio do município".

O município afirma que o Rosa Mota "é uma valiosa estrutura para a concretização de iniciativas desportivas, recreativas, culturais e de animação da cidade, encontrando-se à data do lançamento do procedimento [concurso público para recuperação e exploração] em adiantado estado de degradação".

"O modelo encontrado pela Câmara no âmbito deste procedimento é favorável ao interesse público, porquanto disponibiliza à cidade um equipamento capaz de receber eventos desportivos, artísticos e económicos (nomeadamente congressos) de dimensão e características que, de outra forma, inexistiriam", acrescenta.

A Câmara indica ainda estar em causa "uma vantagem financeira para a Câmara, que receberá -- além de direitos na utilização do equipamento -- um valor de quatro milhões de euros ao longo de 20 anos e preserva os jardins e o espaço público que o rodeia".

Esse espaço, refere a autarquia, "continuará a ser gerido pelo município numa lógica de usufruto público".

A proposta lembra que "a atleta Rosa Mota recebeu as mais elevadas homenagens e distinções nacionais e internacionais, incluindo a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique e a Grã-Cruz da Ordem do Mérito, bem como Doutoramento Honoris Causa atribuído pela Universidade do Porto, sendo uma personalidade que merece o maior respeito e consideração de todos".

À data do concurso público e da apresentação do projeto vencedor, em julho de 2017, a empresa concessionária intitulava-se PORTO CEM PORCENTO PORTO e era detida pela PEV Entertainmente e pela construtora Lucios.

Na segunda-feira, em declarações à Lusa, Jorge Lopes, da PEV Entertainment, disse que a obra de recuperação do Pavilhão Rosa Mota começou em "fevereiro", está a "correr muito bem" e deve estar concluída "dentro do prazo", em "maio/junho de 2019".

Jorge Lopes, da PEV Entertainment, adiantou que a "montagem do estaleiro começou em fevereiro" e que, desde então, a cúpula "foi toda renovada, incluindo as suas 800 janelas", pelo que "já não chove" no interior do espaço que a Câmara do Porto concessionou a privados por 20 anos, com vista à reabilitação, exploração e instalação de um centro de congressos.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG