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Câmara do Porto vai demolir casas junto ao bairro São João de Deus

Câmara do Porto vai demolir casas junto ao bairro São João de Deus

A Câmara do Porto vai demolir as casas do "Património dos Pobres" existentes junto ao bairro São João de Deus e realojar as famílias que as estejam a ocupar de forma "legítima", revelou esta terça-feira o vereador da Habitação.

Manuel Pizarro, que falava na reunião camarária pública, acrescentou que a intenção é deslocar os moradores das "cerca de 12 casas" pertencentes à Paróquia da Areosa para o bairro São João de Deus, em Campanhã, quando este estiver requalificado, "se houver lugar para todos".

"Consideramos aquelas casas irrecuperáveis. No fim da requalificação [do bairro] vamos intervir. Nem todos os que lá vivem vão ser realojados, porque nem todas as ocupações são legítimas. Por exemplo, há uma idosa que se queixa ter sido expulsa de sua casa. Estamos a averiguar o que se passa", descreveu o vereador socialista.

Manuel Pizarro esclareceu, ainda, que a "legitimidade das ocupações" está a ser analisada através de um "levantamento que está a ser feito pela junta de freguesia de Campanhã, em conjunto com a Paróquia".

De acordo com o vereador, a "previsão para a conclusão das obras" de requalificação do bairro São João de Deus aponta para "mais um ano".

"A obra vai ser feita em duas fases, com cada uma a durar seis a oito meses", descreveu.

Em resposta a questões colocadas pelo vereador da CDU, Pizarro explicou, também, que a maior parte dos moradores do bairro "preferiu ficar em contentores durante o período das obras".

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"Apenas uma família escolheu o realojamento definitivo noutro bairro", afirmou.

Pizarro notou que as obras não podem ser realojadas com os moradores dentro das casas porque vai ser feita "uma alteração profunda das tipologias" das habitações.

"Das 114 casas existentes atualmente, ficarão 84. Não há solução para fazer as obras com as pessoas lá dentro", disse.

Noutra resposta ao comunista Pedro Carvalho, o vereador da Habitação revelou que a câmara tem atualmente 17 prédios no centro histórico para recuperar.

"Estão em fase de elaboração do projeto de arquitetura", observou.

Pizarro comprometeu-se a fazer uma apresentação mais detalhada sobre o processo na próxima reunião do executivo, agendada para 19 de abril.

Na reunião camarária desta terça-feira, o executivo liderado pelo independente Rui Moreira aprovou o lançamento de um concurso internacional, por cinco anos e 8,2 milhões de euros, para implementar um novo sistema de controlo de tráfego.

A proposta contou com as abstenções do vereador da CDU, Pedro Carvalho, e da vereadora do PSD Andreia Júnior.

Paulo Teixeira, da Direção Municipal de Gestão da Via Pública, esclareceu que a intenção da autarquia é que todos os moradores do Porto ganhem "tempo, dinheiro e qualidade de vida" ao nível da circulação de automóvel na cidade.

"Vamos ter controladores de tráfego muito mais ativos, sobretudo em horas de ponta", explicou.

A Câmara do Porto aprovou também, por unanimidade, vender 2.800 placas toponímicas "obsoletas" e sem uso, por 100 euros cada, a "moradores e turistas que pretendam adquirir uma recordação da cidade do Porto"

Rui Moreira, presidente da autarquia, esclareceu que o preço escolhido tem por base o "custo das placas", que "nunca foram usadas porque não tinham legibilidade".

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