Porto

Câmara tenta segurar 5,8 milhões para recuperar Rosa Mota

Câmara tenta segurar 5,8 milhões para recuperar Rosa Mota

A Câmara do Porto não conseguiu cumprir os prazos que lhe garantiam um financiamento comunitário de 5,8 milhões de euros para o Pavilhão Rosa Mota. Já foi pedido mais tempo para encontrar verbas próprias e uma alteração do calendário da obra.

As facturas a comprovar o início da execução do projecto de reconversão do Pavilhão Rosa Mota num centro de congressos tinham que ser entregues até anteontem à Autoridade de Gestão do Programa Operacional do Território (POVT), onde já existe um apoio aprovado de 5,8 milhões de euros.

Só que a obra ainda está muito longe de sair do papel, isto apesar do projecto já estar pronto, encontrando-se na fase de revisão. É que a Autarquia tem enfrentado dificuldades em reunir os restantes 14 milhões de euros necessários para custear a totalidade da empreitada. Como a Banca não está receptiva a emprestar esse valor, a Câmara está a tentar reunir a sua quota parte do projecto através da privatização de 40% da Águas do Porto, do Silo-Auto e dos parcómetros. Processos já aprovados em reunião de Executivo. Foi isso mesmo que a Autarquia já declarou aos gestores do processo.

Conclusão devia ser em 2012

"O Município do Porto informou o POVT das diligências que tem desenvolvido para assegurar o financiamento da contrapartida municipal desse investimento de grande vulto", confirmou, ao JN, fonte da Câmara do Porto.

Só depois de reunir o valor referente à contrapartida municipal para uma obra actualmente orçada em 20 milhões de euros é que a Autarquia abrirá o concurso público para o início da empreitada. Isso também foi explicado aos responsáveis pela gestão daquele fundo comunitário.

"Esta situação implica a alteração do calendário de execução do projecto", referiu ainda fonte municipal.

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Recorde-se que, segundo o contrato assinado entre a Câmara e o POVT, o Pavilhão Rosa Mota deveria estar concluído até Dezembro de 2012.

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