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Candidatura à Câmara do Porto "não está em cima da mesa", diz Menezes

Candidatura à Câmara do Porto "não está em cima da mesa", diz Menezes

Luís Filipe Menezes garantiu hoje que uma candidatura sua à Câmara do Porto "é um cenário que não está, de forma alguma e neste momento, em cima da mesa".

O presidente da Câmara de Gaia, que não desenvolveu esta afirmação, garantiu que irá cumprir o mandato "até ao fim" e que gostaria de ver o vice-presidente da autarquia, Marco António Costa, como seu sucessor à frente dos destinos do município.

"O meu candidato para a Câmara de Gaia é o doutor Marco António Costa", também vice-presidente do PSD e líder da distrital do Porto, afirmou Menezes, durante um almoço comemorativo dos seus 13 anos à frente da autarquia.

Acrescentou que se o seu actual vice-presidente aceitar "o desafio", será "um candidato muito forte".

"Quem quiser ser alternativa prepare-se para arranjar alguém bem melhor, [mas] vai ter de ser muito forte para derrotar o meu vice-presidente", salientou.

Durante o discurso, lembrou várias conquistas feitas ao longo dos 13 anos em Gaia, uma cidade que "cresceu" e "conseguiu ser um núcleo fundamental" do Grande Porto.

"Porto e Gaia têm obrigação de somarem forças e complementarem essas forças ao serviço de um projeto dinamizador da área metropolitana e do Norte do país", salientou o autarca, que momentos antes garantiu aos jornalistas que irá cumprir o mandato "até ao fim", podendo apenas sair "uns dois ou três meses" antes para preparar novos projetos.

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"Nas circunstâncias actuais penso chegar com saúde, vontade e energia ao fim deste mandato, para poder querer desejar alguma atividade pública ou privada ativa. Isso pressupõe ter de preparar essa situação. [E], não vou pegar nas malas no último dia. Haverá ali umas semanas, eventualmente uns meses, dois, três meses, depende...", disse.

Sobre os seus 13 anos em Gaia, Menezes recordou o "modelo de desenvolvimento absolutamente assumido" a partir do qual, "mesmo em época de crise, é possível e necessário compatibilizar o controle orçamental e das contas públicas com o desenvolvimento".

"Há quem pense de outra maneira e priorize de forma absoluta a contenção orçamental como único e principal objectivo. São duas maneiras diferente de estar na vida, mas prefiro esta e, por isso, a nossa comemoração de 13 anos de mandato é feita em 13 dias de inaugurações e visitas a obras", destacou.

Sobre o alegado excesso de dívidas de que foi muitas vezes criticado ao longo dos mandatos, o autarca replicou que o endividamento das câmaras "é uma coisa mítica", frisando que "os municípios portugueses todos, em conjunto, têm um passivo de 5 mil milhões de euros que não chega a ser dois por cento do passivo do Estado português".

A poucos dias das eleições presidenciais, o autarca de Gaia considerou que "Cavaco Silva está prestes a ter uma quinta vitória com um valor alargadíssimo em eleições nacionais", que demonstra que a relação de confiança entre Cavaco e o povo português é nesta geração inultrapassável".

Sobre as declarações de Luís Filipe Menezes, o vice-presidente Marco António Costa não quis prestar qualquer comentário.

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