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Casas de papel na Invicta

Nas ruas do Porto, veem-se vários lares improvisados. Gente que ficou sem teto e que construiu um abrigo com papelão, madeira e plástico. Muitas vezes, ao lado do luxo.

Os dias diluem-se nas incontáveis horas de quem não tem um lar para onde voltar. Nas soleiras dos prédios, nos passeios ou debaixo de viadutos de um Porto em transformação e crescimento vivem dezenas de pessoas que ficaram sem teto. "Moram" em casas de papel, muitas vezes lado a lado com o luxo de apartamentos recentes e empreendimentos turísticos que ocuparam o lugar de casas e pensões cujos quartos eram aquilo que conseguiam pagar.

O papel, o cartão, restos de madeira e plástico fazem as vezes de paredes sólidas. José Graça, 65 anos, vive na rua há 30. "Quem é que anda aí?", pergunta, furioso, a correr e a esbracejar com um ferro na mão, quando nos vê a rondar a sua "casa", debaixo de um viaduto no Campo Alegre. "Ai és tu!...", diz o homem, ao reconhecer o fotógrafo. "É que há dias roubaram-me a bicicleta", explica.

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