Economia

Centenas de empresários pedem abertura dos negócios no Porto 

Centenas de empresários pedem abertura dos negócios no Porto 

Algumas centenas de pessoas ligadas ao Movimento "A Pão e Água" protestaram, esta sexta-feira, em frente à Câmara do Porto para pedir ao Governo a abertura imediata do pequeno comércio de rua, bem como medidas de apoio.

O protesto estava marcado para as 15.30 horas, mas cedo começaram a ser colocadas faixas no muro e nas escadas junto à câmara, quer com o nome do movimento, quer com frases como "Mais panelas e menos tachos", "Igualdade empresarial" e "Também somos cultura".

Em baixo, de frente para a estátua de Almeida Garrett, começaram aos poucos a chegar pessoas de vários setores económicos, com cartazes e t-shirts exibindo frases como "Socorro temos contas para pagar", "Basta", "Chega, queremos trabalhar", "Andam a adiar a nossa morte" ou "SOS cabeleireiros", entre muitas outras.

Cerca das 15.45 horas, eram já algumas centenas no protesto de um movimento que inicialmente agregava empresários da restauração, comércio, hotelaria e eventos, mas entretanto viu outros setores juntarem-se, como cabeleireiros, comércio de rua e trabalhadores independentes.

Em declarações aos jornalistas, Miguel Camões, um dos representantes do movimento disse que existe "empresas no fio da navalha" e lamentou a falta de apoios: "Reivindicamos a abertura imediata do pequeno comércio de rua, como cabeleireiros, barbeiros, salões de beleza e livrarias."

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Esperançoso de que o Governo olhe para este "apelo por socorro" e opte por um "desconfinamento com regras mas que não deixe a economia nacional morrer", Miguel Camões lembrou também que alguns setores, como discotecas e bares, estão encerrados há um ano.

Durante a manifestação, que contou com a presença do líder do CDS e que se prolonga durante a tarde, o burro Óscar, um animal trazido de Miranda do Douro à manifestação pelo seu proprietário Carlos Valente que diz "já não ter dinheiro para comprar palha", foi alvo de atenções e "pousou" ao lado de dois bonecos semelhantes aos cabeçudos das romarias, cujas caras em fotografias eram as de Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa.

No texto distribuído aos jornalistas, o movimento pede a permissão imediata de venda de bebidas em regime take-away, atribuição de lay-off simplificado a 100% em vez de 80%, com efeitos retroativos desde março de 2020, e a atribuição de linhas de crédito sem juros, pelo recém-criado Banco do Fomento, semelhantes ao mecanismo que o Turismo de Portugal já utiliza para apoiar as tesourarias das empresas em dificuldades, entre outras medidas.

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