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Centenas de seringas espalhadas na zona do Fluvial, no Porto

Centenas de seringas espalhadas na zona do Fluvial, no Porto

Moradores consideram que está em causa a saúde pública. Presidente da Câmara do Porto e ministra da Saúde reúnem-se este mês com vista à criação da primeira "sala de chuto".

São quilos e quilos de detritos, seringas, toalhetes desinfetantes, preservativos, ampolas e embalagens dos kits que normalmente são distribuídos aos consumidores de droga espalhados pelo chão. Os moradores da zona do Fluvial, no Porto, dizem que está em causa a saúde pública. Câmara e ministra da Saúde reúnem-se este mês para arrancar com a primeira sala de consumo assistido na cidade.

A zona até poderia ser agradável, não fossem os toxicodependentes e a acumulação de lixo. Os serviços de limpeza urbana trabalham praticamente todos os dias para manter o espaço verde compreendido entre a Rua de Dom Pedro de Meneses e a Rua de Paulo da Gama. "Só esta manhã, recolhemos 25 seringas. Logo à tarde vai estar tudo outra vez repleto de lixo", explica Adão Reis, encarregado daquele serviço municipal. Entre a folhagem são visíveis os utensílios usados no consumo de droga, que aumentou na área após a demolição do Bairro do Aleixo. "O tráfico é feito ali mais abaixo, nos bairros da Pasteleira Nova e de Pinheiro Torres, mas eles não querem os drogados lá a consumir e por isso eles vêm para aqui", acrescenta Adão Reis que considera haver falta de policiamento. Os moradores optam por passear os cães ou os filhos e os netos, não na zona verde, mas nos passeios pois houve já acidentes com seringas que obrigaram funcionários da limpeza a fazer profilaxia e despiste do vírus HIV.

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