Porto

Centenas foram para a Avenida Brasil ver passar os carros do Rali de Portugal

Centenas foram para a Avenida Brasil ver passar os carros do Rali de Portugal

Este sábado, no Porto, apesar do acesso à superespecial do Rali de Portugal estar vedado ao público, centenas de pessoas foram para a Avenida Brasil, onde, por breves momentos, assistiram ao aquecimento das "máquinas" antes de competirem no circuito portuense.

Com o acesso à superespecial interdito e o policiamento nas ruas circundantes reforçado, para os fãs do desporto automóvel pouco sobrou. Ainda assim, o bastante para mobilizar centenas de pessoas para a Avenida Brasil, quando os bólides aqueciam pneus e travões, antes de competirem no circuito à beira-mar. "Ouvir o roncar dos carros e sentir o cheiro dos pneus ao vivo é outra coisa. Tem outro sabor", confessava Paulo Cardoso, morador na Invicta e seguidor do Rali de Portugal há longos anos.

Como o Paulo, outros seguidores, alguns estrangeiros, trocaram o conforto do direto na TV pela ida para o asfalto, mesmo sabendo que o acompanhamento da superespecial estava fora de questão. O tempo ajudou e provavelmente apareceu mais gente do que o esperado. O trânsito sofreu cortes e o patrulhamento foi redobrado, pelo que as forças de segurança estavam no terreno para evitar abusos. Claro que houve um ou outro protesto, mas as ordens foram sendo cumpridas.

Embora por breves momentos, à passagem das "máquinas" o público vibrava, nos passeios. Os pilotos correspondiam com um aceno ou uma apitadela. Tudo acontecia num instante, o suficiente para ter a câmara do telemóvel apontada para os heróis e guardar o ficheiro para a posteridade.

José Baqueiro, de Pontevedra, fazia parte da plateia espanhola que tirou o fim de semana para atravessar a fronteira, desfrutar dos atrativos do nosso país e torcer pelo compatriota Dani Sordo. Viajou com a mulher e a filha, passou o dia no Porto e estava encantado com os ares da Foz. "O tempo está estupendo. Pensava até que haveria mais público. A organização fez bem o seu trabalho", comentava, à espreita que os automóveis surgissem no horizonte.

O roncar dos motores era o sinal de alerta. Os pilotos giravam o volante, os automóveis faziam umas piruetas e todos ficavam contentes. "Vim pelo passeio até à marginal, mas também pelo rali. Quando era mais novo ia a provas noutros locais, como Lousada e Vila Real. Podia ter ficado em casa, a ver através da televisão, mas prefiro o frente a frente", explicava Alcino Sousa, residente em Valongo.

Antes da superespecial, tinha sido a vez dos carros do Campeonato de Clássicos mostrarem-se.

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