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Chega no Porto: entrar na Câmara como vereador para preparar 2025

Chega no Porto: entrar na Câmara como vereador para preparar 2025

Com 12 anos de experiência em freguesias, António Fonseca aceitou ser o candidato independente pelo Chega à Autarquia do Porto.

São 62 anos de vida e 12 de vida autárquica. António Fonseca quer dar um salto em altura, deixando a gestão da União de Freguesias do Centro Histórico para concorrer à Câmara do Porto. Sem ambição de ganhar - sobre o atual presidente, Rui Moreira, diz que a corrida ao terceiro mandato "costuma ser um passeio" - , quer ser vereador para fazer "oposição construtiva". Independente, como nos atos eleitorais anteriores, é o cabeça de lista pelo Chega.

"Primeiro é preciso entrar em casa para se conhecer as divisões", diz o homem que vai a votos em 2021 com os olhos fixos no horizonte autárquico de 2025. Se no dia 26 conseguir um lugar na vereação, irá batalhar para, daqui por quatro anos, "discutir taco a taco" a presidência da Câmara com os partidos mais experientes em governação local.

Aceitou ser candidato do Chega porque se identifica com algumas das bandeiras do partido (cita a segurança e o combate à corrupção) e porque o líder, André Ventura, acatou a sua exigência: "Se aceitasse ser candidato, o programa eleitoral teria de ser o meu e teria de ir ao encontro das necessidades do município". Não só escolheu o programa, como os restantes membros da lista à Câmara, todos independentes.

A "habitação com renda acessível para os jovens" será uma das suas batalhas. Adepto das políticas de proximidade - e da transferência de competências para as juntas de freguesia -, quer que as creches sejam gratuitas.

Pertenceu à Junta de S. Nicolau, após as eleições de 2009 (pelo PSD), e preside à da união do Centro Histórico (Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, S. Nicolau e Vitória) desde 2013, pelo movimento de Rui Moreira. Acredita que o trabalho desenvolvido como presidente da Associação de Bares da Zona Histórica lhe permitiu "fazer o que devia ser um autarca a fazer". Dá como exemplos a instalação do sistema de videovigilância na Ribeira e a abertura do comércio do centro da cidade à noite.

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Transportes

Para incentivar o recurso aos transportes públicos, o candidato propõe a gratuitidade dos autocarros da STCP por um período experimental de seis meses. "As despesas já existem", diz, acrescentando que bastaria melhorar os tempos de passagem.

Habitação I

Entende que a Câmara deve comprar edifícios, ou frações, para proporcionar uma resposta imediata aos problemas habitacionais dos jovens com fracos recursos, em particular os que querem constituir família.

Habitação II

Outra das ideias é que a Autarquia ceda terrenos para promover as cooperativas de habitação, modelo que, pelas suas palavras, "nunca deveria ter acabado".

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