Porto

Clérigos em festa perseguem data misteriosa do fim da obra

Clérigos em festa perseguem data misteriosa do fim da obra

Uma carta da Câmara do Porto à Irmandade dos Clérigos serve, por ora, para indicar uma possível data da conclusão da obra: 22 de abril de 1763. Mesmo sem dia certo, a festa dos 250 anos continua. Hoje há música nos carrilhões.

Enquanto se persegue a história em busca de datas concretas, a Torre dos Clérigos continua a inspirar quem, por amor ao monumento nacional, aderiu à festa dos 250 anos. Sabendo-se que foi em 1763 que a torre mais famosa do Porto ficou concluída, há dúvidas sobre o dia de inauguração que se esperam dissipadas com os livros que o jornalista Germano Silva, o escritor Hélder Pacheco, o arquiteto Manuel Montenegro e o professor Francisco Queiroz lançarão lá para maio ou junho.

Na esperança de ter a data certa, a Irmandade dos Clérigos continua de mangas arregaçadas à procura de parceiros na recuperação do edifício que, hoje, pelas 17 horas, fará ouvir os seus carrilhões, depois de um dia inteiro a dar música com a mestria de alunos da Escola Superior de Música, Arte e Espetáculo. Os concertos serão na igreja dos Clérigos às 10, 11.30, 15, 17 e 18.30 horas, tal como já ontem aconteceu.

Diz o padre Américo Aguiar, responsável pela Irmandade e o homem que dá gás às comemorações que na incerteza de datas escolheu--se uma porque palpável e única por ora: uma carta da Câmara do Porto datada de 22 de abril de 1763 em que se pedia autorização para instalar na torre iluminárias. "Ora, este é um sinal claro que a torre já existia, pronta, apesar de faltar acertos. Até porque a espada que está na imagem de S.Paulo leva-nos até setembro daquele ano", disse, ontem, ao JN.

Construída pelo arquiteto italiano Nicolau Nasoni, que ali foi sepultado em lugar secreto, a torre inspirou Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada a relançar, depois de amanhã, o livro "Uma aventura no Porto". "Os heróis descobrem um documento em que Nasoni diz que gostava que o Porto fizesse uma festa nos 250 anos da torre", revela o padre Américo.