Metro do Porto

Concorrentes não apurados partilharam projetos da nova ponte nas redes

Concorrentes não apurados partilharam projetos da nova ponte nas redes

Foram 24 as propostas para a nova ponte de metro sobre o Douro, entre Porto e Gaia, que ficaram pelo caminho. Os projetos não foram apurados pelo não cumprimento do caderno de encargos do concurso público internacional ou por terem obtido baixas pontuações.

Vários concorrentes partilharam os seus projetos nas redes sociais, confiantes de que as suas soluções seriam as mais vantajosas para as duas cidades.

Logo a seguir à proposta apresentada pela Betar Consultores, que foi apurada conquistando o terceiro lugar, ficou o projeto assinado pelo consórcio LCW-Engenharia de Estruturas, Arq. José Gigante e Propósito (imagem 1). No centro da travessia que ficou em quarto lugar, circularia o metro, nos dois sentidos. As laterais ficavam reservadas a ciclovias e acessos pedonais. A estrutura seria construída em aço e betão armado.

Entrada em túnel

Já a Afaconsult, a ARUP e a PROAP, com o arquiteto Manuel Aires Mateus, sugeriram uma saída em túnel junto à Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto. Aquela solução (imagem 2), afirmou, nas redes sociais, a empresa de engenharia civil que participou no projeto da Casa da Música, "permitiria uma integração mais suave da chegada da ponte ao Porto".

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A característica que mais se destaca é a separação dos dois circuitos (metro e ciclovia), em níveis distintos. Ou seja, o topo do tabuleiro seria uma espécie de jardim entre as duas margens e, num canal próprio, no nível inferior, circularia o metro. A proposta previa também ligações à cota alta e cota baixa através de elevadores.

As propostas para a ponte entrar no Porto em túnel foram excluídas, uma vez que está já previsto um viaduto "em cruzamento superior à Via Panorâmica".

Estrutura suspensa

Entre as propostas, houve também lugar para, pelo menos, uma ponte suspensa. Num estilo que se assemelha à ponte de Brooklyn, em Nova Iorque, a travessia apresentada pelo arquiteto Joaquim Massena também ficou excluída (imagem 3).

A equipa contestou a decisão, criticando o projeto que ficou em primeiro lugar, observando um "mimetismo" da solução em arco idêntica à da Ponte da Arrábida. Na base da travessia, do lado do Porto, previa-se a criação de dois espaços: um do lado do Porto, dedicado ao conhecimento e às universidades, e outro, do lado de Gaia, dedicado ao Vinho do Porto.

De acordo com o arquiteto, este projeto ia ao encontro das preocupações da Faculdade de Arquitetura. "Do lado do Porto, naquilo que devia ser um espaço de lazer, de encontro, vai ter um mamarracho de um viaduto com mínimo de dez metros de altura (...) desnecessário, quando se pode fazer em túnel", lamentou Joaquim Massena, em declarações à Lusa.

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