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Concurso para elevador entre a Restauração e o Palácio de Cristal ficou deserto

Concurso para elevador entre a Restauração e o Palácio de Cristal ficou deserto

O concurso público para as ligações mecanizadas no Palácio de Cristal, que prevê a instalação de um elevador para ligar à Restauração, ficou deserto, estando a Câmara do Porto a reavaliar o processo.

Lançado no dia 20 de julho pela empresa municipal Gestão e Obras do Porto, o procedimento sob a designação de "Empreitada dos Percursos Pedonais, Ligações Mecanizadas - Palácio de Cristal" determinava um prazo de execução de contrato de 365 dias, tendo como valor base 1,19 milhões de euros.

Em resposta hoje à Lusa, a autarquia adianta que "o concurso público ficou deserto", estando o município "a reavaliar o processo".

O projeto do Palácio de Cristal, que em janeiro de 2020, estava em "finalização", prevê a instalação de um elevador para fazer a ligação da Rua da Restauração ao Palácio.

O projeto em causa enquadra-se numa estratégia geral de desenvolvimento de uma rede interligada de percursos pedonais assistidos por meios mecanizados numa das zonas com orografia mais difícil do centro do Porto.

O concurso de conceção lançado pela Câmara do Porto em 2015 teve por base um estudo que identificou os três pontos possíveis de ligação de cotas: Miragaia, Palácio de Cristal e Virtudes.

A primeira intervenção, em Miragaia, a funcionar desde julho, compreendeu uma intervenção em três núcleos: um correspondente à zona das "Escadas das Sereias", outro à área que compreende as "Escadas do Monte dos Judeus" e zonas adjacentes, e o terceiro a zona circundante das Ruas do Cidral de Cima e Cidral de Baixo.

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Para além da intervenção no Palácio de Cristal, estava prevista uma outra na zona das Virtudes que mereceu parecer desfavorável da Direção-Geral do Património Cultural (DGPC).

De acordo com a informação prestada à Lusa, em julho, a ligação de cota alta "em elevador" entre a Fonte e o Miradouro das Virtudes foi suspensa pela Câmara do Porto que decidiu, após parecer desfavorável da DGPC, avançar, numa primeira fase, apenas com o trajeto à cota baixa.

"Considerando o referido parecer, que se focava sobretudo na solução de projeto para a cota alta (Zona entre o Miradouro da Virtudes e a Fonte das Virtudes), foi decidido dividir o processo em duas fases", indicou a autarquia em resposta à Lusa, no dia 23 de julho.

Em suspenso "para já" fica a ligação de cota alta - entre o Miradouro da Virtudes e a Fonte das Virtudes - "uma vez que neste troço é possível circular sem obstáculos apesar da pendente do arruamento".

Para além desta ligação a autarquia pretendia ainda reativar os elevadores da Ponte da Arrábida.

Questionada pela Lusa, a autarquia esclareceu, à data, que a solução para a Rua da Madeira encontrava-se ainda em estudo.

No que respeita aos elevadores da Arrábida o projeto apresentado pela autarquia não mereceu a concordância da Infraestruturas de Portugal, proprietária e gestora da Ponte da Arrábida.

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