Pandemia

Confinamento não reduziu movimento nas marginais do Porto, Gaia e Matosinhos

Confinamento não reduziu movimento nas marginais do Porto, Gaia e Matosinhos

A regra obriga ao recolhimento no lar. Ainda assim, no primeiro sábado do novo confinamento, manteve-se o movimento nas marginais de Gaia, Porto e Matosinhos. De bicicleta, a correr, ou simplesmente a caminhar, várias foram as pessoas que passearam à beira mar esta manhã. Um cenário diferente do verificado no primeiro confinamento, decretado em março.

"Está um pouco menos de movimento nos bares e restaurantes. Em termos de pessoas a passear está muito parecido ao período antes do confinamento", referiu Francisco Mendonça que, com a prancha de surf debaixo do braço, aproveitou a manhã para praticar desporto na praia de Matosinhos. Em março, altura em que foi declarado o primeiro confinamento, a marginal estava deserta.

"As pessoas estavam com mais receio de sair de casa e a cumprir mais as ordens. Agora, as pessoas estão um pouco fartas deste período de confinamento e cada vez há menos medo. Nota-se que as pessoas estão menos dispostas a cumprir as regras", confessou o jovem de 28 anos, tecendo ainda algumas criticas às normas em vigor.

"O facto de estar tudo a mudar de semana para semana deixa as pessoas muito confusas com o que podem fazer. Eu próprio vim fazer surf e também não sei muito bem se se pode ou não se pode. A legislação está um bocado complicada", sublinhou Francisco Mendonça.

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Ana Oliveira aproveitou a manhã para passear os cães. "A gente tem de sair um bocadinho. É muito importante para a nossa sanidade mental", disse a residente no Porto que, após a caminhada, vai passar o resto do dia em casa.

O movimento na marginal de Matosinhos, considera Ana Oliveira, era menor face aos fins-de-semana em que as normas ditavam o recolher obrigatório às 13 horas. "Percebo que temos de fazer alguma coisa porque a situação está muito grave. Só não entendo certas exceções. É mais perigoso ir ao cabeleireiro do que ir à missa? Não entendo", criticou.

Em Gaia, Ana Carvalho caminhava ao lado do marido. Faz parte da rotina diária. Pelo casal, nem todos os que passavam usavam máscara. "Da parte da manhã damos uma voltinha porque precisamos, mas à tarde e amanhã ficamos em casa. Cumprimos o confinamento como sempre fizemos ", referiu Ana Carvalho.

Com um estabelecimento aberto na Foz, Rosa Silva defende mais fiscalização. O cenário junto ao mar da Foz era idêntico ao verificado em Gaia e Matosinhos. "O confinamento não está a ser cumprido. Além de estar cheio de gente, algumas pessoas ainda estão sem máscara. Se as pessoas não ligam [às regras], Era necessário mais fiscalização. No primeiro confinamento, não havia movimento", revelou.

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