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Corrida a nove bancas do Bolhão junta mais de 100 interessados

Corrida a nove bancas do Bolhão junta mais de 100 interessados

Mais de cem pessoas participaram na hasta pública para licitação das nove bancas do Mercado do Bolhão, que decorreu na manhã desta terça-feira, no Teatro Rivoli, no Porto. A grande maioria estava interessada na cafetaria, que teve 53 candidatos, e foi arrematada por 3200 euros. O valor base era de 214,40 euros. Apesar da grande afluência, um talho ficou sem ocupante. Das restantes bancas, apenas a peixaria ficou abaixo dos mil euros.

Para quarta-feira está agendada nova hasta pública, desta vez para seis lojas exteriores, sendo que também são esperados muitos interessados. De acordo com as informações prestadas ao JN, para os dois leilões (nove bancas e seis lojas) registaram-se cerca de 300 interessados.

Segundo Bárbara Sobrado, coordenadora do gabinete de Comunicação da empresa municipal Go Porto, "o valor oferecido para ter um espaço no mercado "subiu bastante, uma vez que, depois da reabertura, o espaço representa uma grande atratividade económica". Nas hastas públicas anteriores, o valor mais alto tinha sido de 770 euros, acrescentou.

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Apesar dos interessados oferecerem valores altos, a administradora da empresa municipal GoPorto e coordenadora do Gabinete do Mercado do Bolhão, Cátia Meirinhos, informou inicialmente que o "valor base das bancas é bastante razoável, equivalente a 16 euros por m2".

A cafetaria foi a banca mais concorrida e foi arrematada por um valor 15 vezes superior ao preço inicial. João Vaz, da marca BH, conquistou o espaço com uma licitação de 3200 euros. O BH já tem um restaurante no Mercado do Bolhão e outros espaços na cidade, como o Ordo BH Concept ou a Trattoria 179.

As propostas foram de valores muito altos, mas Filipa Nogueira conseguiu "escapar", ao adquirir uma das bancas com maior área [30,80 m2] e a um preço que não foi muito inflacionado. "O valor base era de 492,80 euros, e ficou pelos 1100 euros. Comparando com as restantes licitações, posso dizer que fiquei com um preço razoável", acrescentou a comerciante.

Das nove bancas da hasta pública, três eram destinadas a massas, temperos e especiarias. Filipa, que ficou com a banca maior, já gere uma deste tipo no Mercado do Bolhão, e explicou que o seu principal objetivo era "ganhar mais espaço e ao mesmo tempo, não ter tanta concorrência".

Marta Aguiar também ganhou mais espaço para a banca que o marido já tem no local, destinada a algas e cogumelos. O preço inicial era de 246,40 euros, mas acabou por ficar nos 1250 euros. A comerciante ficou surpreendida pelas propostas altas, contudo explicou que "não podia perder a oportunidade".

Sandrina Gonçalves já vende chocolates no mercado com a marca "Sweet Bolhão", um negócio a par com a cunhada. Decidiram reforçar a sua presença no local, e ficaram com a banca dos açúcares, por mais de três mil euros. A renda mensal, que ficou 12 vezes maior que o preço inicial [246,40 euros], "é elevada, mas como o negócio é partilhado e as contas serão para dividir, o valor torna-se razoável", explicou Sandrina.

As duas peixarias também foram arrematadas: a primeira, de 33 m2, por 1900 euros; e a segunda, de 17,40 m2, por 880 euros, que foi o valor mais reduzido da hasta pública desta terça-feira.

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