Porto

Culpam obras pela humidade nas casas do bairro "Parceria e Antunes"

Culpam obras pela humidade nas casas do bairro "Parceria e Antunes"

Moradores de bairro no Porto queixam-se de infiltrações após intervenção da câmara. Domus Social intervém "sempre que se justifique".

"Pago quase 300 euros de renda e há pingas de água a cair do teto", ecoa Sílvia Ramos, de 46 anos, moradora do Conjunto Habitacional Parceria e Antunes, junto à Maternidade Júlio Dinis, no Porto. Para Inocência Folco, de 63 anos, também residente, a origem do problema são as obras no exterior: "Alguma parte da tela do telhado ficou aberta. Quando chove, a água infiltra-se".

Os moradores do bairro, "inaugurado há 16 anos", dizem nunca ter tido humidade nas casas e culpam a intervenção feita há cinco anos, altura em que os problemas começaram a surgir, afirmam. Fissuras visíveis no exterior dos blocos são apontadas como a origem de infiltrações.

"No ano passado lavei as paredes com lixívia e pintei. Já está a começar a ficar tudo preto", revela Inocência.
A Domus Social reconhece "problemas de fissuração e deslocamento pontual de azulejos nas fachadas" num período anterior a 2014, "agravados muito provavelmente" pela construção do parque de estacionamento subterrâneo do Centro Materno Infantil, que fica "na fronteira" com o bairro. Após a reabilitação das fachadas, com remoção de azulejos, tratamento das fissuras e aplicação de reboco delgado armado, obra que se prolongou por quatro anos, a empresa diz ter reparado o "interior das frações afetadas por problemas de infiltrações".

Já nos últimos dois anos, houve "dez pedidos de intervenção referentes a problemas de humidade", dos quais três "resultam de infiltrações pelo exterior". A empresa interviu "pontual e localmente" e diz que o fará "sempre que se justifique mitigar qualquer situação de infiltração".

"Obras mal feitas"

A par do "revestimento mal feito", os moradores queixam-se das caleiras entupidas e de um terreno vedado em frente ao bairro, que terá servido de estaleiro para a construção da Maternidade. "Transformou-se numa lixeira. Saem de lá ratazanas", relatam.

É no quarto e na sala de Sílvia Ramos, que vive no segundo andar do bloco 3, que as infiltrações são mais evidentes. "As pingas caem em cima da cabeça", assegura.

As reclamações foram ouvidas pela vereadora da CDU da Câmara do Porto, Ilda Figueiredo, realçando que "por todo lado há estas queixas", que "as obras estão a ser mal feitas" e que irá alertar a Autarquia para o problema.

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