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Das ruínas do Codeçal ao turismo dos Guindais

Das ruínas do Codeçal ao turismo dos Guindais

Sentadas no topo das Escadas dos Guindais, a férrea ponte Luís a espreitar lá em baixo, por entre as casas, Maria Cristina e Nair tecem conversa e croché para enganar o tempo. Alheado, o corrupio turístico que percorre os seculares degraus de pedra não sabe, mas as amigas e vizinhas de toda a vida são a memória viva da alma que morava nas escadarias do Porto que ligam a Sé à Ribeira. "Somos das antigas", atira Nair Nora, 72 anos desembaraçados, portuense e portista rija "nascida e criada nos Guindais" e agradecida por ainda ali haver gente e casas compostas.

No Codeçal, alguns dos turistas que se aventuram pela escarpa íngreme da Invicta chegam ao cimo rubros do esforço, de máscara na mão e sem terem encontrado um só morador recostado nas "pedras sujas e gastas" que Rui Veloso canta em "Porto sentido". Porque são já poucos os que ali resistem, por entre várias casas em ruínas.

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