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Defeito nos travões força metro a andar devagar

Defeito nos travões força metro a andar devagar

Uma falha nos patins eletromagnéticos - uma peça entre as rodas do veículo que serve de auxílio à travagem - provocou o descarrilamento do metro na estação de Campanhã, no Porto, no passado dia 2. A avaria afeta vários tram-train, veículos da frota da Metro do Porto comprados em 2008 para os trajetos mais longos, por atingirem os 100 km/hora.

O primeiro caso foi detetado há cerca de um ano, mas o processo de alteração ao sistema dos patins só começou a ser implementado há dois meses. Agora, devido ao defeito, estão provisoriamente limitados aos 60 km/hora.

O descarrilamento deu-se quando o veículo se encontrava quase parado no cais de Campanhã, mas o patim eletromagnético já tinha caído à entrada da estação, havendo mesmo marcas de arrastamento na linha, explicou ao JN uma fonte ligada à operação do metro que preferiu não se identificar, adiantando que se tivesse acontecido a uma velocidade superior, as consequências do acidente poderiam ter sido piores.

Ao JN, a Metro do Porto admitiu que o problema nos tram-train está totalmente identificado, tendo sido "definida uma modificação e iniciado o processo de alteração deste sistema". As alterações passaram por prender patins eletromágnéticos com abraçadeiras de aço. Ações de mitigação que não podem ser vistas como remendos, explicou a Metro do Porto. São, isso sim, "soluções tecnicamente recomendáveis, estudadas e eficazes". Sete dos 30 veículos da frota já haviam sido intervencionados por causa deste problema antes do acidente. Além disso, foram implementadas outras ações preventivas, "nomeadamente um intensivo plano de inspeção e redução nas velocidades" de circulação dos veículos.

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