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Demolições dão nova praça pública à Baixa do Porto

Demolições dão nova praça pública à Baixa do Porto

A limpeza e a demolição das antigas instalações do Banco do Brasil, de anexos e de ampliações de prédios feitas ao longo dos anos estão a desbravar uma nova praça pública no Porto.

Três meses após o arranque da operação de limpeza, o miolo do quarteirão da antiga Casa Forte surge despido de lixo, de vegetação e de construções desordenadas, devolvendo um espaço amplo à cidade, que será de acesso público e terá uma dimensão semelhante à Praça de D. João I.

A futura praça será servida por acessos pedonais a partir das ruas de Sá da Bandeira, do Bonjardim e Formosa e da Praça de D. João I. As obras contemplam o alargamento da Travessa do Bonjardim, enquanto a Travessa Formosa será deslocalizada e redesenhada. Por baixo da nova praça, concebida pelo arquiteto Alexandre Burmester, crescerá um parque de estacionamento enterrado com três pisos e 640 lugares. A abertura do miolo do quarteirão e a construção do aparcamento são peças fundamentais para a renovação da área e resultam da parceria entre a Porto Vivo - Sociedade de Reabilitação Urbana e a Interfundos.

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Nesta fase (e tendo por base o documento estratégico da Porto Vivo), será definida a volumetria dos imóveis que circundarão a nova praça. Depois, cada edifício terá um projeto isolado que obedecerá à volumetria estabelecida. As fachadas dos prédios do quarteirão voltadas para a Rua de Sá da Bandeira serão restauradas. Quando estiver totalmente reabilitado, este quarteirão oferecerá 100 habitações e lojas. O investimento rondará os 46 milhões de euros.

Para permitir a requalificação daquele núcleo, caberá ao Município do Porto ceder a Travessa Formosa (com 98 metros quadrados) à Porto Vivo. Essa alienação por 34,6 mil euros é votada hoje na reunião do Executivo. Um montante inferior ao determinado pela comissão de avaliação por se considerar que o terreno apenas será usado para estacionamento.

A comissão tinha atribuído um valor global de 198,6 mil euros aos 98 metros quadrados da travessa, sendo que 34,6 mil euros correspondiam à área bruta admissível para aparcamento. Feita a cedência, a Porto Vivo entregará a travessa à Interfundos, de modo a que esta "possa apresentar o pedido de licenciamento das operações de reabilitação urbana" do quarteirão, como se lê na proposta submetida à vereação, a que o JN teve acesso. "A alienação deste prédio será realizada sob a condição de ser imposto no projeto de reabilitação do quarteirão de D. João I uma área equivalente à Travessa Formosa afeta à utilização pública, com a restrição de não poder ser utilizada para comércio, serviços e habitação".

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